Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Belita, a Rainha dos Couratos

Belita, a Rainha dos Couratos

Qua | 24.06.15

perishable thoughts...

 

Quando era pequena havia perto de minha casa um pomar com várias arvores de fruto, daqueles pomares que pareciam não ter dono e onde as crianças e adultos das redondezas se consolavam a apanhar e comer frutas variadas.

Havia também uma amoreira branca (Morus alba L.) onde costumávamos apanhar as folhas para alimentar os bichos-da-seda que mantínhamos em caixas de sapatos (não me perguntem porquê, talvez porque toda a gente fizesse o mesmo ).

Mais tarde o pomar acabou por desaparecer e agora toda aquela zona tem vivendas e, tratando-se de Portugal, nenhuma árvore das que lá havia…

Desde essa época, nunca mais comi amoras desta espécie embora continue a apanhar as que crescem nas silvas (Rubus) que não têm nada a ver com as outras, apenas o nome e o aspecto.

Há uns dias, uma amiga deu-me uma mão-cheia de amoras brancas. Mal provei uma vieram-me à memória aqueles tempos da infância, de subir às árvores, dos risos e da despreocupação e o registo do sabor que se manteve no meu cérebro todo este tempo!

Estas amoras são originárias da China onde sempre houve grande criação de bichos-da-seda e as folhas de amoreira branca são a alimentação destes pequenos produtores de fio que mais tarde dá origem à seda. Também são utilizadas, quer os frutos, folhas ou cascas, na medicina tradicional e crê-se que ajudam a prevenir ou a tratar doenças como os diabetes, o colesterol, pressão sanguínea elevada, artrite, queda de cabelo e até o embranquecimento precoce do cabelo!

Na índia e Médio Oriente os frutos são secos e consumidos como bombons.

 

Amoras Brancas

 

20150527_201846.jpg

 

E vocês, alguma vez comeram amoras de árvore, brancas, pretas ou vermelhas?

 

3 comentários

Comentar post