peixinho do nosso mar
A praia que frequento e que fica mais perto de minha casa é a Torreira. Com vasto areal, é uma praia para aqueles que não se incomodam com a nortada nem com os dias típicos de verão desta zona, ou seja: de manhã um nevoeiro que até molha, à tarde uma ventania que, em certos dias, parece fazer decapagem na pele. Agora perguntem-me se a troco por outra. Não, é praia da minha vida. Vejo-a como certos amigos que apesar das suas idiossincrasias e particularidades nos tirarem do sério, não conseguimos deixar de gostar deles.
Outra curiosidade da Torreira é que os pescadores de lá ainda praticam a pesca artesanal conhecida como Xávega e sempre que puxam a rede para a areia junta-se um magote de gente, uns apenas por curiosidade, outros porque querem depois comprar um saco com o peixe que veio na rede e que tem o preço certo de cinco euros.
Na última vez que lá fui estava a sair apenas sardinha e algumas cavalas. Trouxe um saco de sardinhas que chegada a casa pesei e tinha três quilos e setecentos gramas. Separei as gradas que davam para assar das mais pequenas que tinham a sertã como destino certo. E que boas ficaram!
Sardinhas Fritas

Sardinhas q.b.
Sal grosso q.b.
Sêmola de milho q.b.
Azeite para fritar (ou óleo de girassol)
Amanhar as sardinhas e temperar com sal.
Passar cada sardinha pela farinha de milho e sacudir.
Fritar em azeite bem quente e escorrer em papel de cozinha.
Servir com arroz malandrinho de tomate.

