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Belita, a Rainha dos Couratos

Blogue de receitas flexitarianas (carne, peixe e assim-assim)

Belita, a Rainha dos Couratos

Blogue de receitas flexitarianas (carne, peixe e assim-assim)

Sex | 28.11.25

broinhas

 

Tão boas para acompanhar um chá bem quentinho, ou um cacau a libertar aquele vapor que até embacia as lentes 

 

Broinhas de Batata-Doce e Noz

 

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150 grs de batata-doce cozida

250 grs de farinha de trigo

1 colher de chá de fermento em pó

50 grs de açúcar amarelo

1 colher de chá de canela em pó

50 grs de manteiga amolecida

1 ovo

50 grs de nozes picadas grosseiramente

 

Numa taça colocar a batata-doce esmagada, a farinha, o fermento, o açúcar amarelo, a canela em pó, a manteiga amolecida e o ovo. Mexer para misturar tudo muito bem (mexi com a mão) e adicionar as nozes picadas. 

Moldar bolas pequenas, colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal e achatar ligeiramente. Levar ao forno quente por cerca de vinte minutos. Retirar e deixar arrefecer.

 

Nota: se gostarem podem juntar uvas-passas com as nozes

 

Qui | 27.11.25

Que pinta!

 

Vocês também costumam ficar a cismar nas novidades que provam em restaurantes e depois têm que as reproduzir em casa? Eu sem dúvida que sim. Até porque no restaurante aquele momento parece tão efémero que muitas vezes não percebemos bem se o que comemos era mesmo bom ou estamos a efabular toda a experiência. Mas estejam à vontade se nada disto se passa convosco, eu sei que comida e eu... está tudo dito nas 3033 publicações que já fiz no blogue.

A última fixação aconteceu nas férias deste verão, na minha Galiza do coração. Comi pela primeira vez croquetes de choco com tinta. E nem sequer foi por ter visto no menu, foi mesmo porque vi passar um prato com uns rolos meio escuros e, ainda sem saber o que eram pensei, que se lixe, se não prestar é só uma vez.

Mas prestavam. Oh se prestavam. E não descansei enquanto não encontrei uma receita que a) não fosse complicada; b) não fosse complicada!

Cá está ela e deixem-me dizer-vos, adoro estes croquetes (atenção aos dentes, são capazes de ficar um bocadinho escuros )

Quanto à tinta do choco, vende-se em saquetas e embora tenha comprado na Mercadona de Tui (Espanha), já vi na de Ovar pelo que imagino que deva haver em todas. A embalagem tem oito saquetas com 4 grs cada e custou à volta de dois euros.

 

Croquetes de Choco (e tinta)

 

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2 colheres de sopa de manteiga

3 colheres de sopa de azeite

1 cebola

350 grs de choco limpo

Sal q.b.

140 grs de farinha

1 litro de leite

2 saquetas de tinta de choco

Noz-moscada q.b.

Pimenta preta moída q.b.

Farinha de milho, ovo batido e pão ralado para panar

Óleo de girassol para fritar

 

Numa caçarola aquecer a manteiga e duas colheres de sopa de azeite e alourar a cebola. Entretanto cortar o choco em bocadinhos e adicionar à cebola amolecida. Mexer, temperar com sal e deixar refogar o choco, dez minutos são suficientes.

Transferir a mistura de cebola e choco para a picadora e triturar. Podemos triturar até ficar tipo puré ou deixar bocadinhos muito pequeninos do choco, foi o que fiz.

Colocar a restante colher de sopa de azeite na caçarola, aquecer e juntar o choco triturado. Misturar a farinha e deixar refogar mexendo sempre para não queimar. Começar a adicionar o leite aos poucos mexendo sempre com uma vara de arames para fazer o béchamel até usar todo o leite.

Temperar com noz-moscada e pimenta preta e verificar se está bom de sal. Incorporar a tinta do choco na mistura e mexer sempre até que fique  bastante espesso. Este processo de fazer o molho bechamel demora cerca de quinze minutos, convém mexer sempre para que não pegue ao fundo.

Tranferir o molho negro para um recipiente (de preferência de vidro) e cobrir com película aderente encostada ao molho para que não crie uma capa rija. Levar ao frigorífico por umas horas (eu deixei cerca de seis horas).

Preparar a linha de montagem para panar os croquetes, calçar umas luvas (ou não e, como eu, ficam com as mãos NEGRAS!) e comecar a formar os croquetes. Fiz alguns no formato tradicional e outros redondos. Passar por farinha, ovo e pão ralado e fritar em óleo bem quente numa caçarola pequena, de modo a fritar apenas quatro ou cinco de cada vez, é mais prático.

Passar os croquetes fritos para um prato com papel absorvente e quando estiverem todos prontos, servir como petisco ou prato principal, com acompanhamento a gosto.

Esta receita deu cerca de trinta croquetes, fritei metade e congelei os restantes para fritar mais tarde. 

 

Seg | 24.11.25

rabos de peixe

 

Para mim, os rabos de peixe (e bacalhau) são a parte menos favorita, principalmente se forem para ser consumidos cozidos com todos (batata, cenoura, couve e ovo). Mas, como vêm agarrados sempre que compro peixe inteiro, há que os aproveitar para outras confecções já que estragar não está no meu léxico. E, pasmem-se, fazem verdadeiras maravilhas, como esta sopinha.

 

Sopa de Peixe

 

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3 rabos de peixe (usei pescada, abrótea e salmão)

Sal q.b.

2 colheres de sopa de azeite

1 cebola picada

2 tomates (sem pele nem pevides)

1 tira de pimento vermelho

2 cenouras grandes em rodelas

1 batata grande em cubos

1 malagueta

1 mão-cheia de massa de cuscus ou estrelinhas

Nêveda e Coentros (opcional)

 

Cozer o peixe em água com sal (juntei uma folha de alho-francês, meia folha de louro e um raminho de salsa). Reservar a água da cozedura e limpar o peixe de peles e espinhas.

Numa panela com o azeite no fundo amolecer a cebola, tomate, pimento, cenoura, batata, e malagueta. Depois de dois ou três minutos, juntar a água de cozer o peixe (coada) e deixar fervilhar por vinte minutos.

Adicionar o peixe limpo de peles e espinhas e triturar a sopa com a varinha mágica. Acrescentar a massa à sopa juntamente com umas folhinhas de nêveda e deixar cozer por mais dez minutos.

Servir com coentros picados e tostas.

 

Qua | 19.11.25

Feijocada

 

É raro encontrar feijocas secas à venda mas por vezes há numa banca do mercado Manuel Firmino, em Aveiro. Nesse caso trago para casa um quilo, que demolho e cozo, congelando em várias porções para usar mais tarde, juntamente com a água de as cozer. E sempre demolhadas e cozidas com um bocado de alga Kombu, que ajuda a minimizar o efeito dos gazes provocados pelas leguminosas.

Para quem não sabe, a feijoca é uma espécie de feijão branco mas em grande e ligeiramente achatada. É muito saborosa e tem um interior muito cremoso.

 

 'Feijocada' de Choco

 

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50 ml de azeite

1 cebola picada

1 folha de louro

1 malagueta

1 tomate grande ralado (pode ser congelado)

1 colher de sopa de massa de tomate (de bisnaga)

400 grs de tiras de choco cortadas em bocados

50 grs de chouriço de carne em rodelas

1 cenoura em rodelas

Sal a gosto

1 colher de chá de colorau em pó

800 grs de feijocas cozidas

Coentros picados para finalizar

 

Num tacho largo pôr o azeite, a cebola, o louro e a malagueta. levar ao lume e deixar amolecer. Juntar o tomate e a massa de tomate, mexer e adicionar o choco, o chouriço de carne e a cenoura. Temperar com o sal e o colorau e deixar refogar lentamente por cerca de meia hora. Juntar água a ferver em pequenas quantidade, caso seja necessário, para que não seque o molho.

Quando o choco estiver cozido, juntar as feijocas e água a ferver quase até cobrir, de preferência água da cozedura. Rectificar os temperos e deixar fervilhar por mais uns vinte minutos, de modo a que os sabores se envolvam bem.

Servir com coentros picados e arroz branco.

 

Seg | 17.11.25

à preguiçosa

Quando queremos aproveitar um dos andares do forno que está a ser usado para outros assados, sai uma sopa em que o maior trabalho é descascar e cortar os vegetais. 

 

Creme de Vegetais no Forno

 

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Alhos

Cebola

Cebolinha

Malagueta (opcional)

Xuxu

Abóbora 

Curgete

Batata doce laranja

Batata doce branca

Cenoura

Sal e Pimenta

Azeite

 

Cortar xuxu, abóbora, curgete, batata doce e cenoura em cubos. Dispôr num tabuleiro forrado com papel vegetal, juntamente com os restantes ingredientes.

'Salpimentar' (sim é um verbo novo!) e por cima verter um fio de azeite.

Levar ao forno por uma hora e deitar todos os ingredientes, depois de assados, numa panela. No caso dos alhos, espremer o interior, descartando a casca e da malagueta não usar as sementes.

Juntar água a ferver (cerca de 750 ml) e levar ao lume até levantar fervura. Triturar com a varinha mágica, verificar temperos e servir.

 

Sex | 07.11.25

latte

 

Não tenho o hábito de comer ao lanche a não ser que seja uma maçã ou outra fruta. Mas gosto bastante de beber um chá bem quente, principalmente quando o tempo muda para dias mais frios e chuvosos.

Também gosto muito da ideia do 'latte', bebida muito vista em filmes e em tudo o que é blogue de receitas ou páginas de instagram (até eu já tenho algumas receitas no blogue, vejam aqui). Um 'latte' é uma espécie de galão engalanado, ou seja, adornado de uma maneira que vai um bocado mais além de misturar café com leite. Não dá muito trabalho a fazer e, por vezes, é o que precisamos para que um dia sombrio se torne num com mais aconchego.

O 'latte' costuma ser servido com uma boa dose de espuma que é feita normalmente com um emulsionador, uma maquineta a pilhas que custa à volta de dois ou três euros em tudo o que é loja de artigos para a casa. Vale a pena ter um.

 

Galão de Maçã e Canela

 

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1 colher de chá de café solúvel

1 colher de chá de água a ferver

200 ml de bebida vegetal de amêndoa (ou outra)

1 colher de sopa de maçã cozida ou compota de maçã

1 pitada de canela em pó

 

Num recipiente pequeno misturar o café solúvel com a água a ferver. Emulsionar com um emulsionador até ficar tudo em espuma. Reservar.

Aquecer a bebida vegetal (que também pode ser substituida por leite) até escaldar.

Entretanto colocar a maçã cozida numa caneca e polvilhar com a canela em pó. Adicionar a bebida vegetal bem quente e por cima espalhar a espuma de café.

Servir.

 

Ter | 04.11.25

mnhamm

 

Em novembro já não me importo de usar abóboras a torto e a direito. Estão na época e servem para imensas receitas. Confesso que, além da sopa, só costumo gastar abóbora em doces. Mas no outro dia vi um filminho no tiktok onde faziam uma massa com presunto e molho de abóbora e aproveitei a inspiração para fazer este prato. Não tem nada a ver com o original mas ficou uma delícia.

Usei abóbora 'butternut' que se encontra agora à venda em todos os supermercados mas pode ser feito com qualquer tipo de abóbora. Experimentem e não digam que vão daqui.

 

Esparguete com Molho de Abóbora

 

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500 grs de  abóbora 'Butternut'

1 colher de sopa de azeite

sal e pimenta q.b. 

200 grs de esparguete

Sal e pimenta q.b.

1 cebola picada

1 raminho de salva

6 nozes picadas

2 colheres de sopa de natas ácidas

 

Assar a abóbora no microondas por dez a doze minutos. Triturar a polpa e reservar.

Cozer esparguete em água com sal. Reservar.

Alourar uma cebola e salva picada em azeite. Juntar nozes picadas e deixar apurar dois ou três minutos. Adicionar a polpa da abóbora e alguma água de cozer o esparguete (cerca de 200 ml).

Mexer e adicionar duas colheres de sopa de nata ácida (ou outras natas ou mesmo iogurte). Fica um molho grosso e cremoso. Verificar temperos e juntar o esparguete escorrido. Envolver bem e servir polvilhado com mais salva.

 

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