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Belita, a Rainha dos Couratos

Blogue de receitas flexitarianas (carne, peixe e assim-assim)

Belita, a Rainha dos Couratos

Blogue de receitas flexitarianas (carne, peixe e assim-assim)

Ter | 29.07.25

salgadinhos

 

Este ano apenas um pé de curgete pegou, das imensas sementes que deitei à terra. Mas não seja por isso, deu mais do que consigo gastar e após distribuição, armazenamento e aplicação em sopas e outros pratos, ainda dá para experimentar outras coisas. 

Só tive pena que as redondas e as brancas não tivessem vingado mas para o ano há mais.

 

Quadrados de Curgete e Queijo Cheddar

 

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1 curgete ralada (que dê 2 copos depois de ralada e espremida)

1 cenoura ralada

1 cebola ralada

1 dente de alho ralado 

1/2 copo de leite

1/4 de copo de azeite

1 ovo grande

1/2 copo de queijo Cheddar ralado

1 e 1/2 copos de farinha

1 colher de chá de fermento em pó

Sal e Pimenta q.b.

 

Aquecer o forno e untar um pyrex (usei um com 20 cms de largo).

Numa taça misturar todos os ingredientes e mexer bem. Deitar no pyrex e levar ao forno por cerca de meia hora. Não deve ficar seco como um bolo mas também não é para ficar húmido como um pudim. Algures no meio, que dizem ser onde está a virtude.

 

Seg | 28.07.25

ver-se grego

 

Quem já foi à Grécia provavelmente bebeu Frappé, uma bebida, que existe em TODO o lado durante todo o ano, não apenas no verão, que é sempre servida acompanhada de um copo de água gelada.

É muito refrescante e permite estar numa esplanada durante horas a ver a banda passar. Se forem lá e quiserem fazer um brilharete, peçam-no na língua local:
Ένα φραπέ γλυκό με γάλα' (Éna Frappé, glykó me Gála)


Frappé Grego
 
 
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1 colher de sopa de café solúvel
1 colher de sopa de açúcar
200 ml de água gelada
50 ml de leite gelado

Num copo junta-se o café solúvel, o açúcar e 50 ml de água fria. Tritura-se com um aparelho de fazer espuma (ou com a varinha mágica) durante dois ou três minutos, até quase encher o copo com espuma.
De seguida adicionam-se cubos de gelo e mais água fria e finaliza-se com um pouco de leite.
 

 

Sex | 25.07.25

inspirações

 

Costumo dizer que sou como o 'Zé da Carriça, tudo o que vê, tudo cobiça' mas a verdade é que me sinto inspirada pelas coisas boas que vou vendo por aí. 

Aqui há uns tempos, num almoço de amigas, uma delas muito amavelmente levou a sobremesa que era uma excelente tarte de maracujá. Estava mesmo boa e fresca e até fiquei surpreendida por ter gostado tanto daquela tarte já que, apesar de gostar bastante de maracujá, prefiro-o ao natural e não em sobremesas. Mas esta tarte provou-me errada nas minhas convicções.

Como não sabia a receita (nem a minha amiga pois a tarte tinha sido feita por outra pessoa) procurei em vários sítios e dei com esta receita que parece ser a mais vista por essa 'internetxe' fora. E cá está ela, fresca e saborosa como a original.

 

Tarte Fria de Maracujá

 

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Base:

200 grs de bolacha Maria Dourada

100 grs de manteiga amolecida

25 grs de coco ralado

 

Recheio:

1 saqueta de gelatina de ananás

250 ml de água a ferver

1 lata de leite condensado

1 lata de polpa de maracujá

 

Base:

Triturar todos os ingredientes e colocar na base de uma tarteira com fundo amovível, pressionando bem com um copo. Reservar.

Recheio:

Dissolver a gelatina na água a ferver. Adicionar o leite condensado, mexendo bem para misturar. Juntar a polpa de maracujá reservando duas ou três colheres para finalizar a tarte.

Deitar esta mistura sobre a base de bolacha e levar ao frigorífico até solidificar.

Enfeitar com fruta fresca e a polpa de maracujá reservada.

 

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Qua | 23.07.25

Vintage

 

Na revista do Expresso da semana passada vinha um artigo sobre geleiras. São tão importantes na conservação de comida e bebida frescas que algumas, bem antigas, até se encontram expostas em museus.

Apesar da conservação no gelo datar de há mais de dois mil anos, as geleiras, do género a que agora estamos habituados, apareceram no início do séc. XIX, quando um agricultor americano desenvolveu um recipiente para transportar manteiga. A conservação do frio dessa geleira inicial era feita com gelo, madeira, lã e pele de coelho.

Comercialmente, as primeiras geleiras foram desenvolvidas pela Igloo, com caixas metálicas para que os trabalhadores dos campos petrolíferos pudessem ter água fresca. Rapidamente começaram a ser cobiçadas por outros trabalhadores e passaram a ser vistas em momentos de lazer, desporto e campismo. Hoje em dia já há geleiras que se ligam à electricidade e ao isqueiro do carro e até existem marcas que lhe acoplaram um painel solar. Modernices.

Quando ainda não era moda levar o almoço para o trabalho, já a geleira da foto me acompanhava diariamente com almoço para dois, fruta e lanches porque após anos a almoçar em restaurantes, já não havia pachorra para tanto 'arroz com feijão'.

Não se pode dizer que a minha geleira seja discreta e efectivamente chamava a atenção, até porque naquela altura as pessoas preferiam envergonhadamente comer um rissol e um café do que levarem almoço para o trabalho, não fossem os colegas pensar que eram pobres.

Havia colegas que, jocosamente, perguntavam o que levava lá dentro, ao que eu costumava responder que eram órgãos para transplante. Anos mais tarde é vê-los com as suas lancheirinhas.

 

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Ter | 22.07.25

oportunidade

 

Prefiro ameijoas a mexilhões mas, pela segunda vez na vida do blogue (19 anos, portanto) dei-lhes nova oportunidade. Aqui fica uma receita, super simples mas que os deixou bem saborosos. 

 

Mexilhões com Vinho Branco

 

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1 kg de mexilhões

50 ml de azeite

1 cebola (ou duas chalotas) picada

120 ml de vinho branco

1 raminho de salsa

 

Limpar os mexilhões. Descartar os que já se encontrem abertos.

Num tacho largo aquecer o azeite e amolecer a cebola. Adicionar o vinho branco e quando levantar fervura juntar os mexilhões. Tapar e deixar em lume forte por quatro a cinco minutos, abanando o tacho de vez em quando.

Retirar do lume e polvilhar com salsa picada.

Servir de imediato.

 

Qui | 17.07.25

com franqueza

 

Tenho uma receita de bôla há imensos anos que me foi dada pela mãe de uma amiga. É a bôla da Lala e não a fazia há tantos anos que nem me lembrava dos ingredientes.

Fui procurar no caderninho onde escrevi a receita (foi mesmo há tanto tempo que ainda passava as receitas que me davam para um caderno) e, com alguns acréscimos (tomate seco e queijo Feta), só posso dizer que foi muito gabada num encontro recente de família.

E não venham com 'Ah, família... Iam mesmo dizer mal!' que a minha consegue ser muito crítica. O que vale é que estamos todos na mesma onda 

 

Bôla Rápida

 

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2 copos de farinha de trigo

2 colheres de chá de fermento em pó

Pimenta preta moída

3 ovos grandes

1/2 copo de leite

1/4 de copo de azeite

1/4 de copo de óleo de girassol

6 metades de tomate seco, picado

75 grs de queijo Feta esfarelado

3 fatias de fiambre de peru

3 fatias de mortadela de peru com azeitonas recheadas

 

Untar um pyrex com 20 cms de lado e ligar o forno.

Numa taça misturar a farinha com o fermento e a pimenta.

Noutra taça misturar os ovos, leite, azeite e óleo. Envolver na farinha e adicionar o tomate seco picado e o queijo Feta esfarelado.

Deitar metade da massa no pyrex, por cima espalhar o fiambre e a mortadela cortados em tiras finas e finalizar com a restante massa. Levar ao forno médio por vinte e cinco minutos. Retirar do forno, deixar arrefecer e cortar para servir.

 

Qua | 16.07.25

Truque

 

Gosto de fazer as coisas de raíz mas nunca me passaria pela cabeça fritar batata-palha para um prato à Brás. E tenho a certeza que até ficaria melhor mas não me convence a trabalheira, principalmente agora que o que não falta por esses supermercados são versões de batata-palha: grossa, fina, light, em azeite, etc.

O único senão é que as de compra têm, a meu ver, excesso de sal (todas as batatas fritas, não apenas a batata-palha). Mas para isso há um truque que lhes retira o excesso de sal, que normalmente até se encontra à superfície, e também um pouco da gordura: Pomos a batata-palha num escorredor, despejamos-lhe um litro de água a ferver por cima, deixamos escorrer o excesso de água (carregadinho de sal e gordura) e usamos a batata como nova.

Vale o que vale mas acho que pior não ficam.

 

Alho Francês à Brás 

 

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1 cebola

50 ml de azeite

1 dente de alho

3 alhos franceses

200 grs de batata-palha

4 ovos

Sal, pimenta e noz-moscada q.b.

Salsa picada q.b.

Azeitonas

 

Cortar a cebola em meias-luas e alourar no azeite. Adicionar o alho picado e o alho-francês cortado em rodelas (apenas a parte branca e verde clarinha).

Enquanto o alho francês amolece, deitar água a ferver sobre a batata-palha num escorredor para retirar o excesso de gordura e sal. Depois de escorrido, adicionar ao estrugido e mexer bem.

Numa taça bater bem os ovos, temperar com sal, pimenta e noz-moscada e adicionar ao refogado. Envolver bem, polvilhar com salsa picada e enfeitar com azeitonas.

Servir com picles de beterraba.

 

Sex | 11.07.25

Terapia

 

As cerejas são, sem dúvida, a minha fruta de verão favorita. Como às carradas enquanto duram. Dispenso as primeiras que aparecem que, além de caríssimas, são muito ácidas e sem grande sabor. Lá para meados/fins de Junho é que são como gosto mesmo delas, doces que até enjoam e a um preço bem mais apetecível.

Posto isto, é uma seca brutal tirar-lhes os caroços para as poder usar em receitas mas uma vez não são vezes e acaba por ser uma espécie de terapia, diferente da que estou habituada que é ter a pia cheia de louça para lavar...

 

Cheesecake de Cerejas

 

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Calda:

400 grs de cerejas descaroçadas

50 grs de açúcar

2 colheres de sopa de sumo de limão

1 colher de sopa de farinha Maizena

2 colheres de sopa de água fria

Base:

300 grs de bolacha digestive

100 grs de manteiga amolecida (usei Becel Cozinha)

Cheesecake:

500 grs de queijo quark batido

250 grs de iogurte grego natural

250 grs de leite condensado

4 folhas de gelatina

2 colheres de sopa de água a ferver

 

Calda:
Num tachinho misturar as cerejas descaroçadas com o açúcar, o sumo de limão. Levar ao lume, deixar fervilhar em lume brando por cinco minutos e adicionar a farinha maizena desfeita em duas colheres de sopa de água fria. Deixar engrossar, retirar do lume e deixar arrefecer. Reservar.

Base:
Triturar as bolachas e adicionar a manteiga amolecida continuando a mexer para misturar bem. Colocar na base de uma forma com fundo amovível, espalmar bem no fundo e dos lados da forma. Reservar.

Cheesecake:

Misturar o queijo quark com o iogurte e o leite condensado.

Demolhar as folhas de gelatina durante cinco minutos em água fria, escorrer e espremer o excesso de água e dissolver na água quente. Adicionar à mistura de queijo, iogurte e leite condensado e mexer bem.

Deitar sobre a base da tarte e levar ao frio até ficar firme.

Quando for a altura de servir, espalhar a calda das cerejas sobre o cheesecake. 

 

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Qui | 10.07.25

riqueza

 

Comprar umas sardinhas a sair da rede e ainda cheias de areia..., arranjá-las, salpicar de sal e fritar em azeite! Acompanhar com um arroz de tomate, malandrinho, assim como nós ficamos com este calor... vinho branco fresco e a sombra de uma árvore frondosa.

Isto é ser rico...

 

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Qua | 09.07.25

Mojo Criollo

 

Nunca fui a Cuba (nem nunca vi o Game of Thrones, que é algo quase inimaginável já que toda a gente mais a prima seguiu essa série). O mais perto que estive de Cuba foi numa viagem de catamaran saído de Key West, nos Estados Unidos, e que parou mesmo no limite das águas territoriais como se estivesse a testar a sorte, para que o pessoal fosse fazer 'snorkeling' e ver os peixes coloridos nos corais. Não fui, fiquei no barco porque nem mesmo que me pagassem era capaz de descer à água tal é o meu pavor (terror?) de não ter pé. Perdi uma oportunidade única? Até pode ser, mas ganhei anos de vida por não ter que ter lidado com um ataque de pânico lá no meio de nenhures. Já nos outros sítios sabe Deus...

E também estive na Calle Ocho, na Litlle Havana em Miami, um lugar que só não parecia Cuba porque ali não faltava nada, era tudo à grande. Isto foi há mais de trinta anos, não sei se ainda é parecido mas havia cheiros fantásticos no ar e um deles era de uma marinada chamada 'Mojo Criollo' que servia para carne, peixe e acompanhamento. 

O 'Mojo Criollo' teve origem nas Ilhas Canárias, de onde sairam para a América Latina e Caraíbas no sec. XIX muitos emigrantes (bem como do resto de Espanha), que levaram para as suas terras de adopção usos e costumes caseiros, enriquecendo os novos destinos e trazendo de volta, aquando do seu regresso às terras natais, uma cultura mais alargada, enqriquecida com inspirações aficanas e 'indianas', que era como eram chamados os habitantes dessas terras longínquas. É esse o dom dos emigrantes, uma mistura de culturas que cozinha o mundo tal como ele é. 

 

Filete de Salmão com 'Mojo Criollo'

 

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1 filete de salmão com pele com 350 grs

50 ml de azeite

Sumo de 1/2 lima (ou limão)

Sumo de 1 laranja

1 dente de alho

1 cebolinha (ou 1 ramo de cebolinho)

1 pitada de sementes de cominho

Sal e Pimenta q.b.

 

No robot de cozinha ou com a varinha mágica triturar o azeite, sumos de lima e laranja, alho, cebolinha, sementes de cominho, sal e pimenta. Deitar esta marinada sobre o salmão e deixar por uma hora.

Escorrer o salmão e reservar a marinada. Grelhar o salmão na chapa ou numa frigideira.

Servir com a marinada sobrante e com uma salada a gosto (fiz de tomate, abacate, coentros e cebolinha).

 

Nota: a receita original é feita com orégãos mas usei cebolinha nesta versão

 

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Ter | 08.07.25

Veranear

 

Estes bolinhos podem ser feitos com quaisquer filetes, até de peixe panga (blheeeeck!). Certo, cada um come do que gosta por isso sintam-se à vontade para trocar os ingredientes que quiserem.

 

Bolinhos de Garoupa

 

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Bolinhos:

3 Filetes de garoupa

1 Malagueta

1 raminho de Coentros

1 raminho de Salsa

1 raminho de Aneto

1 Cebolinha

1 colher de sopa de Molho de Peixe (opcional)

1 Ovo

1 colher de sopa bem cheia de Farinha (usei de mandioca)

Sal q.b.

Para finalizar:
Pão ralado

Óleo de girassol

 

Triturar todos os ingredientes dos bolinhos na picadora. Moldar em rodelas espalmadas, passar por pão ralado e fritar em óleo de girassol.

Servir com molho de iogurte com mostarda, quartos de limão e uma salada de tomate cherry, abacate, cebola roxa, azeitonas e ovo cozido.

 

Qua | 02.07.25

amaranto

 

Já aqui falei do Amaranto (Amaranthus L.), uma 'erva daninha' que cresce à solta até nas beiradas dos caminhos. E na minha horta, desde que deixei de a arrancar mal a via a despontar. Depois de aprender que o amaranto é bom e não me quer mal nenhum, passei a deixá-lo crescer e a gostar cada vez mais do sabor alimonado que tem.

Para que não restem dúvidas, a foto mais abaixo é de amaranto, e a espigar, que é para o ano continuar a ter amaranto com fartura (aqui no meio das beldroegas, outra erva daninha tão boa).

 

Macarrão com Frango e Amaranto (ou espinafres)

 

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Saltear em azeite tirinhas de frango temperadas com alho, sal, piripiri e sumo de limão.

Adicionar duas colheradas de molho pesto (usei caseiro, congelado) e o amaranto (ou espinafres) salteado em azeite.

Juntar umas colheradas de água de cozer a massa, 50 ml de natas ou leite evaporado e deixar apurar por uns minutos. Servir com macarronete cozido.

 

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