Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Belita, a Rainha dos Couratos

Blogue de receitas flexitarianas (carne, peixe e assim-assim)

Belita, a Rainha dos Couratos

Blogue de receitas flexitarianas (carne, peixe e assim-assim)

Qui | 18.07.24

Sit!

 

Há muitos anos costumava seguir um site americano de receitas que já não existe. Havia receitas muito variadas e todas eram publicadas pelos membros, na época em que ainda não se publicavam fotografias de comida. Foi na altura em que comecei a interessar-me pelos cozinhados e por receitas diferentes das que por cá se faziam. Há muitos anos, portanto.

Uma das receitas que nunca esqueci foi uma chamada 'Sit Down Sandwich'. Fazia-se uma mega sandes, levava-se para o local do piquenique, campo ou praia, e, no local do repasto devia-se colocar um peso ‘pesado’ em cima da sanduíche (embrulhada, claro) para que as camadas ficassem bem unidas e não se desfizesse ao cortar. Claro que em vários piqueniques segui as instruções da receita à letra e sentei-me em cima da dita. Acho que me posso qualificar como um peso ‘pesado’...

Desta vez optei por colocar pesos sobre a sandes, não fossem as visitas achar que eu estava tolinha

 

Sandes em camadas

 

20240713_172809.jpg

 

1 pão grande (tipo pão saloio ou de Rio Maior)

Manteiga q.b.

2 tomates cortados às rodelas, sem sementes

2 ovos cozidos cortados às rodelas

100 gr de vários tipos de charcutaria (salame, mortadela, fiambre, peito de peru, paio, etc) em fatias finas

100 gr de vários tipos de queijo (flamengo, gouda, mozarela, etc) em fatias finas

 

Cortar uma tampa no pão e retirar a maior parte do miolo. Barrar manteiga nas paredes do pão e depois fazer camadas com os restantes ingredientes, alternados.

Tapar o pão com a tampa também barrada no interior com manteiga.

Embrulhar o pão muito bem com película aderente e papel de alumínio. Vai ao frigorífico, de preferência deve ser feito na véspera de ser consumido mas duas horitas já são suficientes.

Para que fique bem prensado, colocar vários pesos sobre a sandes (embalagens de arroz, latas de ananás, etc) ou, já sabem...

Corta-se às fatias e serve-se.

 

Nota: o recheio pode ser diferente, pode levar bifinhos de frango ou peru, abacate, cebola, azeitonas às rodelas, alface iceberg, etc.

 

Ter | 16.07.24

Alternativas

 

O queijo Cottage, também conhecido por "queijo fresco granulado", é um queijo pobre em gorduras e muito rico em preoteinas, o que o torna ideal para quem faça uma alimentação vegetariana ou necessite de muitas proteinas para acompanhar exercício físico do mais puxado.

Se compararrmos este queijo com as natas, que são o produto mais usado para fazer queiches como esta e mesmo bolos, vemos que, quer em calorias quer em quantidade de gordura, são muito diferentes. Tem um senão, uma quantidade de sal bastante elevada pelo que temos que ter atenção aos temperos que acrescentamos.

 

A comparação que aqui deixo foi feita com produtos de marca branca, do mesmo supermercado:

Queijo Cottage - por 100 grs

98 calorias;

4,5 grs Gorduras (das quais 3 grs saturadas);

2,8 grs Hidratos de Carbono (dos quais 2,8 grs açúcares);

11,5 grs de Proteínas;

0,60 grs de Sal (atenção que é 20% da dose diária recomendada!)

 

Natas - por 100 grs

336 calorias;

35 grs Gorduras (das quais 24 grs saturadas);

3,2 grs Hidratos de Carbono (dos quais 3 grs açúcares);

2 grs de Proteínas;

0,08 grs de Sal

 

Quiche de Vegetais e Queijo Cottage

 

20240713_171739.jpg

 

2 colheres de sopa de azeite

1 cebola

1 talo de aipo

1 curgete

1 cenoura

1 brócolo pequeno

1 tira de pimento vermelho

Sal, Pimenta e Noz-Moscada

4 ovos

250 grs de queijo cottage

50 grs de queijo ralado (usei mistura 4 queijos)

 

Cortar a cebola, a curgete, a cenoura, o brócolo e o pimento vermelho em cubinhos pequenos e o talo de aipo em rodelas. Saltear no azeite quente numa frigideira e temperar a gosto. Transferir os vegetais salteados para um pyrex. 

Bater os ovos e os queijos numa taça. Deitar no pyrex sobre os vegetais salteados e levar ao forno por cerca de 45 minutos ou até se apresentar dourado e firme. Retirar do forno e deixar arrefecer. Cortar em quadrados e servir.

 

Nota: receita encontrada aqui

Sex | 12.07.24

Está na época

 

Como é pessoal, preparados para mais uma receita de bolo de ameixas? Então aprontem-se que aqui vai disto!

 

Bolo Rústico de Ameixas Vermelhas e Amêndoas

 

20240707_185542.jpg

 

1 copo e 1/2 de farinha de trigo com fermento

1/2 copo de farinha de amêndoa

2/3 de copo de açúcar amarelo

1 colher de chá de fermento em pó

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 pitada de sal

200 ml de leite com uma colher de sopa de vinagre

1 colher de chá de extracto de baunilha

1/2 copo de azeite ou óleo de girassol

2 ovos

3 ou 4 ameixas vermelhas, grandes cortadas em meias luas

2 colheres de sopa de amêndoa laminada

Açúcar em pó para polvilhar

 

Numa taça grande misturar a farinha de trigo com a farinha de amêndoa, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal.

Noutra taça mais pequena misturar o leite com o vinagre e deixar repousar cinco minutos. De seguida adicionar ao leite a baunilha, o azeite e os ovos e mexer muito bem. Juntar esta mistura à mistura de farinha e envolver bem para ficar sem grumos, mas sem bater demais.

Verter o preparado para uma forma untada ou forrada com papel vegetal e por cima dispôr as fatias de ameixa. Espalhar a amêndoa laminada por cima e levar ao forno médio por cerca de quarenta e cinco minutos (verificar se está cozido no meio com um palito).

Quando estiver cozido retirar do forno, deixar arrefecer numa rede e, quando frio, polvilhar com açúcar em pó.

 

Qui | 11.07.24

Aaaldra!

 

Quando era miúda, eu e os meus irmãos tínhamos a mania de dizer 'Aldra' sempre que achávamos que outro estava a mentir. Em vez de Aldrabão, dizíamos Aldra, a palavra arrastada e a soar como aaaldra

Isto para dizer que este prato é uma espécie de aaaldra já que pretende imitar a carne de porco à portuguesa. É feito com cubos de soja que, verdade seja dita, nunca foi um ingrediente que eu apreciasse muito, talvez porque na maioria das vezes seja confeccionado como carne à jardineira e, sinceramente, nem a verdadeira carne à jardineira é dos meus favoritos.

Mas, como dizia o outro, "nenhum homem é uma ilha", isto querendo dizer que não estamos aqui sozinhos e não são só os nossos gostos que têm que ser tidos em consideração. Por isso tento melhorar a experiência da soja e acho que não tenho que procurar mais. Este é o melhor prato de soja que já comi! E não estou a ser aaaldra...

 

Soja à Portuguesa

 

20240627_120510.jpg

 

100 grs de soja desidratada em cubos

1 litro de água morna

Sumo de 1 limão

2 dentes de alho ralados

1 colher de chá de colorau

50 ml de molho de soja

100 ml de vinho tinto

1 pitada de sal

1 pitada de pimenta

1 pitada de cominhos

1 pitada de noz-moscada

2 colheres de sopa de farinha de trigo

50 ml de azeite

Picles, azeitonas e coentros para finalizar

 

Colocar a soja de molho em água morna e sumo de limão por cerca de uma hora. Espremer bem e temperar com alhos ralados, colorau, molho de soja, vinho tinto, sal (pouco porque o molho de soja já é bastante salgado), pimenta, cominhos e noz-moscada. Apertar a soja para que absorba os temperos e polvilhar com duas colheres de sopa de farinha. Deixar repousar por mais uma hora.

Fritar em lume forte numa frigideira larga com um fundo de azeite e virar os cubos de soja para que tostem por todos os lados.

Servir com batata frita, picles, azeitonas e coentros picados.

 

Para as batatas 'fritas', fiz assim:

2 batatas grandes

1 colher de chá de Adobo

2 colheres de sopa de azeite

3 colheres de sopa de água

 

Cortar as batatas em cubos do tamanho dos cubos de soja.

Polvilhar com o adobo (ou sal, pimenta, orégãos, tomilho, ervas de Provença, etc.)

Colocar numa frigideira larga de fundo antiaderente. Por cima põe-se o azeite e a água e leva-se ao lume. Tapa-se com uma tampa anti salpicos e deixa-se fritar em lume brando por dez minutos. De seguida viram-se as batatas de cinco em cinco minutos para tostarem também dos outros lados. Quando estiverem lourinhas, estão prontas. 

Nota: O Adobo é um sal aromatizado com ervas aromáticas (passe a redundância...)

 

 

Ter | 09.07.24

Borlas

 

Não costumo comprar feijão em frascos (ou latas) já que normalmente cozo eu as leguminosas que uso. Mas de vez em quando um supermercado onde vou oferece um artigo ao gastar cinco euros em compras.

Não podemos escolher o artigo, eles é que mandam. Já trouxe uma embalagem de marmelada (que dei a uma vizinha), embalagens de sumos de fruta (que serviram para um ponche), entre outros que já não me lembro. Da última vez foi um frasco de feijão branco. Não dava para grande coisa por isso gastei uma mão-cheia numa sopa e o resto neste puré.

Pode ser um acompanhamento para grelhados ou apenas para barrar em tostas. Cremoso como manteiga e bem mais saudável (para quem não tem problemas com leguminosas).

 

Puré de Feijão Branco

 

20240707_120321.jpg

 

350 grs de feijão branco cozido

1 dente de alho

2 colheres de sopa de azeite

Sumo de meio limão

1 pitada de sal

1 pitada de pimenta preta moída na hora

Paprica defumada  (ou colorau) para polvilhar

 

Colocar todos os ingredientes na picadora (excepto a paprica) e triturar até obter um creme liso e denso. Se necessário acrescentar uma ou duas colheres de sopa de água para ajudar a triturar.

Tranferir o creme para uma taça e polvilhar com paprica defumada e um fio de azeite.

 

Qui | 04.07.24

Saltear

 

Este prato pode fazer-se com muitas variantes. Se houver sobras de frango nem é preciso estar a preparar bifinhos. Mas o melhor de tudo é que se suja apenas uma frigideira e dá para usar algumas coisas que andam pelo congelador e frigorífico e que, sozinhas, não dão para grande coisa.

 

Arroz Frito de Frango e Verduras

 

20240606_115553-COLLAGE.jpg


2 bifinhos de frango cortados em tiras

Sal q.b.

Sumo de limão

1 colher de chá de mistura de aromáticas secas (orégãos, tomilho, piripiri, aneto, salsa e manjericão)

2 colheres de sopa de azeite

1 mão-cheia de mistura de vegetais (congelados)

2 cebolinhas

1 mão-cheia de vagens

1 mão-cheia de beldroegas

2 copos de arroz basmati cozido

 

Temperar as tirinhas de frango com sal, sumo de limão e mistura de ervas aromáticas. Reservar po uma hora.

Aquecer o azeite numa frigideira larga e saltear as tirinhas de frango. Retirar da frigideira e reservar.

Na mesma frigideira salteiam-se os vegetais congelados a que se juntam as cebolinhas e as vagens em rodelas finas. Deixa-se fritar mexendo para não pegar e logo que estejam tenros volta-se a juntar as tirinhas de frango, o arroz e as folhas de beldroegas.

Mexe-se tudo para envolver bem e serve-se de imediato.


Ter | 02.07.24

Ponche

 

No sábado passado tive um encontro familiar. Era para ser um piquenique mas, devido à chuva, acabou por ser dentro de casa. Foi fantástico e apesar de não estarmos todos (alguns não puderam estar presentes por variadíssimas razões) ainda éramos um quarteirão de gente

Como havia crianças, adolescentes, mães a amamentar e também quem não pudesse beber álcool, decidi levar um ponche (agradeço desde já à minha sobrinha Joana ter tirado a foto para o registo da receita, já que me esqueci cimpletamente).

O ponche (do inglês punch) é talvez o primeiro cocktail de sempre e a sua origem é o subcontinente indiano, onde os ingleses da Companhia das Índias o beberam pela primeira vez e trouxeram para a Europa, no século XVII.

Normalmente feito em taças largas de estanho ou vidro, com a fruta a boiar, pode ser servido nas duas versões, com ou sem álcool e é muito popular em festas e encontros sociais. Quem nunca viu algum filme onde alguém, no baile de Finalistas ou festa de Natal, subrepticiamente acrescenta uma garrafa de rum ao ponche que era suposto não ter álcool?

 

Ponche Tropical

 

IMG-20240629-WA0001.jpg

 

1 litro de sumo de ananás

1 litro de sumo de laranja

1 litro de chá verde

1 litro de água tónica

frutas a gosto

Gelo

 

Misturar todas as bebidas num recipiente largo. Adicionar as frutas em pedacinhos (usei ananás, maçã, morangos e mirtilos), o gelo e servir.

 

Nota: Mais sobre a história do ponche aqui