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Belita, a Rainha dos Couratos

Blogue de receitas flexitarianas (carne, peixe e assim-assim)

Belita, a Rainha dos Couratos

Blogue de receitas flexitarianas (carne, peixe e assim-assim)

Sex | 19.04.24

"Amigos de Peniche"

 

Costumo frequentar a Biblioteca Municipal da minha terra que, além de livros excelentes, também tem um espaço para podermos ler jornais e revistas variadas.

No outro dia estava lá uma Teleculinária e folheei-a para ver se havia alguma coisa de interesse. A receita dos "Amigos de Peniche" chamou-me a atenção porque, apesar de conhecer o termo, não sabia que existia em forma de pastel.

Claro que logo tirei uma foto à receita, mais para não me esquecer de procurar o verdadeiro significado de "Amigos de Peniche", que todos sabemos ser alguém que não nos merece confiança. Mas porquê? Qual a história por detrás do termo?

Note-se que quando comecei a trabalhar, há umas décadas, as minhas férias costumavam ser no Parque de Campismo de Peniche (onde me surripiaram mesmo da 'porta' da tenda umas sapatilhas All Star de que eu gostava mesmo muito!) e nunca achei que as pessoas de Peniche não me merecessem confiança. Por isso andei a pesquisar a origem do termo e, como não podia deixar de ser, fiz a receita.

 

"Amigos de Peniche"

 

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1 embalagem de massa folhada

150 grs de açúcar

100 grs de miolo de amêndoa moída

70 grs de farinha

4 ovos

300 ml de leite

Raspa de um limão

Açúcar em pó para polvilhar q.b.

 

Enrolar a massa folhada num rolo apertado e cortar 12 bocados iguais. Distribuir a massa por 12 formas de queque e com os polegares estender a massa para forrar as formas.

Numa taça misturar o açúcar, o miolo de amêndoa, a farinha, os ovos, o leite e a raspa de limão. Bater com uma vara de arames para misturar bem. Dividir este preparado pelas formas forradas com massa folhada. Levar ao forno pré-aquecido (200ºC) por vinte minutos. Retirar do forno e deixar arrefecer.

Desenformar e polvilhar com o açúcar em pó.

 

Qui | 18.04.24

'África Sé'

 

Para a despedida das minhas ervilhas tortas. Não sei o que é que ia na minha cabeça quando era miúda pois não gostava nada destas ervilhas! No entanto até comia das outras, que agora detesto. Vá-se lá entender.

 

Febras de Fricassé

 

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2 febras

1 cebola

2 colheres de sopa de azeite

Sal e pimenta q.b.

50 ml de vinho

1 gema de ovo

1 colher de sopa de mostarda de Dijon

Sumo de 1 limão

Salsa picada para polvilhar

 

Cortar as febras em tirinhas e temperar com sal e pimenta.

Alourar a cebola no azeite, adicionar as tiras das febras, deixar perder a cor de cru e adicionar o vinho. Temperar com sal e pimenta a gosto e deixar refogar uns minutos.

Bater a gema com a mostarda e o sumo de limão. Juntar às febras e envolver bem. Polvilhar com a salsa picada e servir com couscous e ervilhas tortas salteadas.

 

 

Ter | 16.04.24

taco tuesday

 

Sempre que ouço falar em tacos lembro-me sempre de parquet ou soalho flutuante, o que não tem nada a ver com o que tratamos aqui. Estes tacos não são desses, estes são de comer e chorar por mais.

Quem ainda não experimentou a versatilidade dos tacos não sabe o que tem estado a perder. Já os fiz de várias maneiras mas se tivesse que escolher, estes no forno seriam os meus favoritos; do mais crocante que há e com uma mistura de sabores que provavelmente não voltarei a conseguir replicar.

É que os recheios dos tacos que faço são normalmente para gastar sobras de carne e neste caso foi uma coxa de frango estufado que logo para começar estava muito bom. Depois foi só juntar mais coisas, ao sabor do que havia à mão, salpicar com queijo e levar ao forno.

Do melhor!

 

Tacos de Frango no Forno

 

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Tortilhas

Frango desfiado

Tomate picado

Malagueta em rodelas

Cebolinha em rodelas

Coentros picados

Queijo ralado

 

Colocar o frango, o tomate, a malagueta em rodelas finíssimas, a cebolinha em rodelas, os coentros picados e o queijo ralado em metade de uma tortilha, dobrar e tentar colar as pontas. Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal (apenas porque é mais fácil a limpeza depois) e levar ao forno por cerca de vinte minutos.

Servir com uma salada.

 

Seg | 15.04.24

Migas

 

A primeira vez que comi migas à alentejana foi em Porto Covo, há muitos anos. Vinham a acompanhar entrecosto e eram mesmo boas.

É raro fazer destas migas já que por aqui as mais comuns são as que levam broa, couve e feijão e são meio esfareladas, ao invés das alentejanas que formam uma espécie de bloco de pão. Cada uma é boa no seu estilo. Estas serviram para acompanhar coelho estufado.

Se formos previdentes, compramos o pão um dia ou dois antes, para que fique rijo, que é como é melhor para fazer este tipo de receitas. Ou então aproveitamos as promoções que alguns supermercados fazem, vendendo o pão de véspera com 50% de desconto, que foi o que fiz.

 

Migas de Espargos

(Estilo Alentejano)

 

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1 pão duro com cerca de 500 grs (à falta de alentejano, usei de Rio Maior)

100 ml de azeite

50 grs de chouriço de carne

5 dentes de alho

6 espargos

Sal q.b.

 

Cortar o pão em fatias finas, colocar numa taça e cobrir com água.

Aquecer o azeite num tacho ou sertã alta e fritar o chouriço em rodelas finas. Retira mal esteja bem frito e no mesmo azeite alourar os alhos cortados em tiras e os espargos em rodelas.

Adicionar o pão e ir esmagando com a colher de pau, com o lume brando. Continuar a mexer e esmagar e deitar um pouco de água da demolha para ajudar a desfazer o pão. Esta operação de mexer e esmagar demora um pouco mas tem que ser. Quando a papa de pão já estiver a ficar sequinha, moldar um rectângulo com a ajuda de uma espátula.

Deixar alourar bem o fundo, depois virar para tostar outro lado, repetindo esta operação até estar dourado por todos os lados. Para virar as migas podemos 'atirar ao ar' como se faz quando estamos a saltear legumes (como faz o Jamie Oliver ).

Colocar as migas numa travessa e por cima enfeitar com as rodelas de chouriço fritas.

 

Sex | 12.04.24

às camadas

 

Apesar das instruções parecerem complicadas, esta tarte é facílima de fazer. Não se mexe nem bate massa, é tudo posto em camadas e o resultado final é surpreendente e muito saboroso, ou não estivéssemos a falar de uma receita com maçãs!

 

Tarte de Maçã Alemã


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4 maçãs

1 colher de sopa de canela

1 copo de farinha de trigo

1 colher de sopa de fermento em pó

3/4 de copo de açúcar (usei amarelo)

100 grs de manteiga derretida (usei Becel Cozinha)

4 ovos pequenos (ou 3 grandes)

Açúcar em pó e canela para polvilhar

 

Forrar uma forma com fundo amovível com papel de ir ao forno (usei uma forma de 20 cms de diâmetro).

Descascar as maçãs e cortar em fatias finas.Numa taça misturar a maçã com a canela e deitar na forma.

Na mesma taça misturar a farinha com o fermento e o açúcar (reservar uma colher de sopa de açúcar) e deitar às colheradas sobre as maçãs. Abanar a forma para que a mistura da farinha não fique toda ao de cima e de seguida verter a manteiga derretida sobre a farinha e maçãs.

Na mesma taça bater os ovos com a colher de sopa de açúcar reservada e deitar sobre o preparado da tarte.

Levar ao forno por 34 a 40 minutos. Retirar, desenformar e deixar arrefecer antes de polvilhar com açúcar em pó e canela.

 

Qua | 10.04.24

Cu-cu

 

Uma amiga falou-me neste prato, que era sempre muito apreciado lá em casa. Não o fiz logo na altura (há mais de um ano) e quando recentemente me lembrei, não sabia bem como era a receita. Não querendo estar a incomodar, fiz assim.

Acho que é parecido com a receita que me deu e só posso dizer que vai rolar muitas vezes cá por casa; primeiro, porque adoro atum, segundo, porque apesar de não apreciar muito puré, aqui não fica nada mal.

Experimentem, tenho a certeza que vai agradar muito também às crianças.

 

Atum no Buraco

 

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1 cebola picada

2 colheres de sopa de azeite (pode-se usar o que vem no atum)

2 latas de atum em azeite, escorridas

1 colher de sopa de pasta de tomate (da que vem em bisnagas)

1 borrifo de vinho branco

1 colher de sopa de farinha de trigo

Leite q.b.

Sal, sumo de limão, pimenta preta e noz-moscada q.b.

Puré de batata

1 gema de ovo batida para pincelar

1 ovo cozido

Salsa picada

 

Amolecer a cebola no azeite em lume brando. Juntar o atum desfiado, a pasta de tomate e o vinho, apenas um pouco para deslaçar.

Polvilhar com a farinha, mexer e adicionar leite até que fique uma pasta espessa. Temperar com sal (se necessário), sumo de limão, pimenta preta moída e noz-moscada a gosto.

Fazer um puré de batata denso (com batatas ou instantâneo) e colocar num pyrex, deixando um buraco no meio. Colocar a pasta de atum nesse buraco e pincelar o puré com a gema de ovo. Levar ao forno para gratinar.

Para servir picar bem um ovo cozido e salpicar sobre o atum, juntamente com a salsa picada.

Servir com uma salada.

 

Ter | 09.04.24

Queijaria da Póvoa

 

Existem agora nos canais por cabo imensos programas acerca do modo de vida sobrevivencialista ou autosuficiente. Confesso que sou fã de aprender certos truques, nomeadamente relacionados com aquilo que comemos e que podemos obter da natureza a custo zero. É por isso que gosto de conhecer plantas que de um modo geral são consideradas daninhas ou mesmo pragas e com elas fazer refeições (na calha um bolo de urtigas!).

Não tenho cabras ou vacas mas gosto bastante de queijo fresco e mais ainda de requeijão. Mas mesmo sem ter acesso ao ingrediente principal caseiro, não resisti a experimentar uma receita de queijo fresco que anda por todo o lado. Mais fácil não podia ser e com ingredientes que todos temos à mão.

Aproveitei para usar um aro próprio para fazer queijos chamado 'cincho' que há anos comprei na Feira de Março. Mas podemos moldar o queijo apenas com as mãos ou, se formos precavidos, reutilizar aqueles aros plásticos que vêm com os queijos frescos de compra e que guardámos a pensar que ainda haviam de dar jeito.

 

Queijo Fresco

 

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1 litro de leite do dia (usei Vigor Gordo)

Sumo de meio limão

75 grs de iogurte natural (usei grego)

Sal q.b.

 

Ferver o leite. Adicionar o sumo de limão previamente coado e o iogurte. Mexer e deixar repousar até estar frio.

Coar num pano limpo e moldar no formato desejado.

Guardar no frigorífico. Pode ser consumido no próprio dia ou nos dias seguintes.

 

Nota: quanto mais soro perder mais duro fica

 

 

Qua | 03.04.24

menos é mais

 

Gosto sempre de acompanhar as refeições com verduras, sejam em saladas ou cozidas à parte, salteadas, etc. Mas ainda gosto mais quando uso só um tacho e ponho lá tudo o que é preciso. Aqui está um exemplo.

 

Arroz com Carne e Farinheira

 

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4 dentes de alho picados

2 colheres de sopa de azeite

250 grs de carne de porco em cubos pequenos, temperada com sal e piripiri

1 colher de sopa de orégãos

1 colher de chá de paprica ou colorau

100 ml de vinho branco

Couve lombarda q.b.

1 copo de arroz vaporizado

Água a ferver

1 farinheira

 

Alourar o alho no azeite e juntar a carne temperada, deixando fritar por uns minutos. Adicionar os orégãos, a paprica ou colorau e o vinho branco, mexer e deixar refogar por vinte minutos adicionando uma pouco de água se necessário.

Cortar a couve lombarda em tiras e juntar à carne, deixando amolecer. De seguida adicionar o arroz, misturar bem e juntar dois copos de água a ferver. Verificar os temperos e por cima colocar a farinheira inteira. Tapar o tacho e deixar cozer o arroz por quinze a vinte minutos.

Servir com a farinheira em rodelas grossas.

 

Ter | 02.04.24

Conservas

 

Já aqui deixei algumas receitas de Limão em Conserva, uma iguaria que é muito usada na cozinha do Magrebe e do Médio Oriente. Mas as que fiz até hoje foram apenas com dois ingredientes, limões e sal.

Desta vez optei por fazer uma versão que dizem ser ao estilo de Marrocos (onde nunca fui, devo ser a única!) e que ainda está a apurar. Vamos ver se é melhor do que as mais simples.

 

Limão em Conserva (estilo marroquino)

 

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4 limões

2 colheres de sopa de sal (usei dos Himalaias)

3 raminhos de alecrim

1 folha de louro

1 malagueta

 

Lavar bem e secar um frasco de boca larga (pode ser das compotas)

Cortar os limões em rodelas, descartando as pontas. Espremer cada rodela para o frasco à medida que as vamos colocando, intercalando com sal. No fim pôr os raminhos de alecrim, a folha de louro e a malagueta, aberta para libertar mais sabor.

Calcar com uma colher de pau para libertar mais sumo e para que as rodelas fiquem quase todas submersas. Caso seja necessário espremer um limão ou dois para haver mais líquido a tapar as rodelas.

Deixar apurar por duas ou três semanas e de vez em quando abanar o frasco e calcar novamente as rodelas para que o líquido as cubra.

Pode-se usar em receitas que peçam limão, assados, saladas, estufados, tajines, etc. e o líquido pode ser usado para temperar mas atenção ao conteúdo de sal que acrescentamos.