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Belita, a Rainha dos Couratos

Blogue de receitas flexitarianas (carne, peixe e assim-assim)

Belita, a Rainha dos Couratos

Blogue de receitas flexitarianas (carne, peixe e assim-assim)

Qua | 31.08.22

em modo compota #25

 

Há alimentos que não fazem parte da nossa tradição mas que noutros países, noutras culturas, são bastante importantes. Como as rosas, que são usadas na alimentação há milhares de anos sobretudo na Pérsia (actual Irão), Índia,  China, Turquia, etc.

Não são a minha flor favorita mas são bastante agradáveis à vista e ao olfacto. São muito resistentes (existe um pé de roseira com mais de mil anos na Alemanha); os Egípcios costumavam enterrar os seus mortos com grinaldas feitas de rosas; e até já deram o nome a uma guerra.

As minhas roseiras são vulgares e uma delas, vermelha, dá imensas rosas. Duram pouco mais de um dia mas têm muitas pétalas e pouco cheiro. Costumo guardar as pétalas no congelador até ter quantidade suficiente para fazer geleia e depois é só pôr as mãos à obra. Claro que para utilizar as pétalas na culinária devem ser livres de pesticidas pelo que não é aconselhável usar das de florista; por outro lado as de casa devem ser muio bem lavadas porque não imaginam a quantidade de bicharocos que vive alegremente entre as pétalas de uma rosa.

 

Geleia de Pétalas de Rosa

 

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Pétalas de rosas
Água

Açúcar

Sumo de limão

 

Colocar as pétalas numa panela, cobrir com água e levar ao lume até ferver. Baixar o lume e deixar ferver por trinta minutos.

Remover do lume e deixar arrefecer. Quando estiver frio coar o líquido e medir.

A cada 600 ml de líquido, devemos adicionar 400 grs de açúcar e uma colher de sopa de sumo de limão.

Levar ao lume e deixar ferver em lume brando até ganhar ponto (para cerca de pouco mais de um litro de líquido demorou uma hora e pouco). Verter para frascos esterilizados tapando imediatamente.

 

Nota: o ponto da geleia é normalmente quando começam a aparecer umas bolhinhas pequeninas sobre toda a superfície do líquido que ferve

 

Seg | 29.08.22

tudo pela ciência

 

 

Às vezes vou tomar um café num Café perto de minha casa e normalmente sento-me à mesa de umas amigas que já lá costumam estar na conversa. Os assuntos variam desde quem tem abóboras dignas do Guinness, a que nunca mais chove, ao SNS e à falta de médicos, passando por quem é que anda a arrastar a asa a quem ali pela vizinhança. No outro dia o assunto eram umas 'Bolinhas Energéticas' que alguém tinha comprado num supermercado e tinha dado a provar aos presentes no Café (eu não estava nesse dia).

Pela descrição, as bolinhas tinham sido a pior experiência gastronómica que aquele pessoal tinha tido; que sabiam a sabão, que eram mesmo nojentas e que o Sr. A., que nunca lavava os dentes, nesse dia até tinha lavado só por causa do sabor das bolinhas (esta era a parte da risota da história). Eu, que já fiz milhentas bolinhas energéticas e nunca me desagradaram (embora nunca tivesse comido das de compra) tomei como minha missão fazer umas para que elas provassem e percebessem que nem todas eram más ou sabiam a sabão.

Missão cumprida! A prova passou-se na semana passada e as coisinhas energéticas foram muito gabadas.

Esta receita também podia chamar-se 'Bolinhas Energéticas' se a textura da mesma tivesse sido apropriada para formar e rolar as bolinhas. Como não foi, passou a quadradinhos... isto porque as receitas são apenas uma lista de instruções a que podemos dar a volta para se adequar ao nosso jeito ou às nossas necessidades.

 

Quadradinhos Energéticos

 

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75 grs de flocos de aveia

50 grs de coco ralado

50 grs de tâmaras sem caroço

25 grs de pistachos

25 grs de arandos secos (cranberries)

1 colher de sopa de manteiga de caju (ou amendoim, ou amêndoa)

1 colher de sopa de óleo de coco

50 grs de chocolate

 

Triturar todos os ingredientes excepto o chocolate e pressionar numa forma forrada com película aderente de modo a que fique compacto.

Derreter o chocolate no micro-ondas e deitar sobre a pasta triturada. Levar ao frigorífico por umas horas até solidificar o chocolate e cortar em quadradinhos com dois centímetros de lado para servir.

Para consumir com moderação. Ideais para antes da prática de exercício físico já que são bastante energéticas.

 

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Sex | 26.08.22

oportunismo

 

Tenho comprado framboesas na praça, caseiras e mesmo docinhas. Enquanto as há trago todas as semanas já que a sua duração é muito breve. A maioria das vezes junto-as ao iogurte ou como à mão-cheia mas no outro dia decidi que eram boas demais para deixar passar a oportunidade de experimentar uma sobremesa.

E cá está ela.

 

Delícia de Framboesa

 

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250 grs de framboesas

500 grs de queijo Quark batido

100 grs de açúcar

100 grs de biscoitos de champanhe (uma saqueta)

1 chá de casca de limão bem quente

3 colheres de sopa de rum

 

Retirar algumas framboesas inteiras para enfeitar e esmagar as restantes.

Misturar o queijo Quark com o açúcar.

Juntar o rum ao chá de limão.

Passar os biscoitos de chamapnhe pela mistura de chá e rum e colocar na base de um pyrex com cerca de 20 cms de largo.

Por cima espalhar metade do queijo, depois as framboesas esmagadas e em cima destas o restante queijo Quark. Enfeitar com as framboesas inteiras e levar ao frigorífico por umas horas antes de servir.

 

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Qui | 25.08.22

à mesa

 

Os gregos e os turcos e outros países do outrora Império Otomano chamam 'Meze' a uma selecção de pratos que podem ser entradas e que todos juntos completam uma refeição. É um conceito que me agrada imenso e que faço amiúde, principalmente quando tenho que preparar refeições que não estavam pensadas ou chegam visitas inesperadas.

Desta vez é uma mini 'mezze' mas, apesar de parecerem não ter muito a ver uns pratos com os outros, o conjunto saiu mesmo bem o que só vem confirmar, mais uma vez, que o todo é muito mais do que a soma das partes.

 

Bifinhos de Frango com Crosta de Pistachos


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1 peito de frango do campo cortado em bifes finos

2 colheres de sopa de mostarda de Dijon

Sal e pimenta q.b.

2 colheres de sopa de pistachos

2 fatias de pão seco

Raspa de meio limão

2 colheres de sopa de azeite

 

Temperar os bifinhos com sal e pimenta e pincelar com a mostarda de ambos os lados. Deixar repousar.

Triturar o pão seco com os pistachos na picadora e adicionar a raspa de limão.

Passar os bifinhos por esta mistura e fritar no azeite quente, com cuidado a manusear para que a capa não se solte dos bifinhos.

Servir com feijão preto esmagado com alho, vagens cozidas, macarrão e Tzatziki (molho de iogurte).

 

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Qua | 24.08.22

O que muda

 

 

Uma das minhas receitas favoritas com ovo e tomate é a Shaksuka, uma receita do Magreb e Medio Oriente que é basicamente um molho de tomate e pimento bem maduro e ovos escalfados nesse molho. Se considerarmos algumas das nossas receitas, principalmente mais a sul, vemos que a ocupação árabe do nosso país deixou muito mais do que palavras como Olá, Açorda ou Salamaleque e que a comida, mais uma vez, une mais do que separa.

Os ovos de tomatada são uma receita típica do Alentejo e a primeira vez que comi foi na Amadora,  feita pela mãe de uma amiga alentejana do Crato. Naquele longínquo domingo ao almoço, eu e a minha amiga a ressacar de uma noitada daquelas até de dia, chegámos à sala e o almoço era tomatada. A visão da travessa cheia de um molho vermelho e ovos provocou-me involuntariamente um vómito que logo disfarcei porque já tinha idade para ser adulta (embora não o praticasse muitas vezes...).

À época detestava tomate e apenas o conseguia suportar em saladas quando ainda estava verde e rijo. Mas como tudo na vida, evoluímos e agora, ovos de tomatada são um verdadeiro manjar. Esta é uma versão em que os ovos são mexidos no molho em vez de escalfados inteiros.

 

Ovos Mexidos de Tomatada

 

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1 cebola

2 dentes de alho

2 colheres de sopa de azeite

3 tomates coração-de-boi bem maduros (cerca de 1 kg)

Orégãos e manjericão a gosto

Sal a gosto

4 ovos

 

Picar a cebola e os dentes de alho e levar ao lume com o azeite até alourar. Juntar o tomate sem pele e esmigalhado com as mãos e temperar com as ervs e o sal a gosto. Deixar refogar por uns vinte minutos.

Bater os ovos bem batidos e adicionar ao molho de tomate mexendo para ficarem bem envolvidos e cozidos.

Servir sobre pão alentejano torrado.

 

 

Sex | 19.08.22

Siga!

 

Eu tenho o hábito de fazer sobremesas que levam fruta com a esperança de que isso as torne mais saudáveis. Pois, também já me disseram que era treta mas pronto.

Esta foi uma das que mal vi soube que era para experimentar e que ía ser boa. E foi!

 

Cobbler de Pêssego

 

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100 grs de manteiga (usei Becel Cozinha)

1 copo de farinha de trigo

1 copo de açúcar amarelo

2 colheres de chá de fermento em pó

1 colher de chá de canela

1 piatada de sal

1 copo de leite

1 colher de chá de extracto de baunilha

5 pêssegos pequenos

2 colheres de sopa de xarope de ácer (ou mel)

 

Aquecer o forno e colocar lá dentro um tabuleiro que vá ao forno e à mesa com a manteiga para derreter.

Cortar os pêssegos em oito fatias cada um e misturar com duas colheres de sopa do açúcar amarelo e o xarope de ácer.

Numa taça misturar a farinha, o açúcar, o fermento, a canela e o sal. Misturar bem e adicionar o leite e o extracto de baunilha. A massa deve ficar sem grumos.

Deitar dois terços dos pêssegos sobre a manteiga derretida e por cima verter a massa sem mexer. Por cima põem-se os restantes pêssegos e leva-se ao forno  por cerca de 45 minutos.

Servir morno ou frio com uma boal de gelado de baunilha.

 

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Qui | 18.08.22

Cook, Eat, Repeat

 

 

O bulgur é trigo triturado e pré cozido e serve de base a um dos pratos mais conhecidos do Médio Oriente, nomeadamente Líbano e Síria chamado Tabouleh. Mas também serve para outros pratos e este, que aqui há uns tempos descobri pelas mãos da diva Nigella, é dos melhores.

Claro que tendo eu a mania que também percebo alguma coisa disto da comida, alterei a receita para uma com os ingredientes que tinha à mão. Se quiserem o original, está no livro mais recente da Nigella Lawson "Cook, Eat, Repeat" cujo título é basicamente a história da minha vida.

 

Salada de Bulgur e Lentilhas

 

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2 colheres de sopa de azeite

200 grs de bulgur

50 grs de lentilhas laranja

50 grs de amêndoas laminadas

2 dentes de alho

Raspa de uma laranja

Talos de coentros (e as folhas para finalizar, esqueci-me de fotografar)

Sementes de erva-doce (funcho)

Sementes de Coentros

Sementes de Cominhos (usei sementes de Cominho Negro - Nigella sativa)

2 copos de água a ferver

Sal q.b.

 

Aquecer o azeite num tacho e juntar a raspa da laranja, os alhos ralados e os talos de coentros picados. Mexer e adicionar as sementes (erva-doce, coentros e cominhos). Mexer bem para libertar o sabor das especiarias e adicionar o bulgur, as lentilhas e as lascas de amêndoa. Juntar a água a ferver e temperar a gosto com sal. Tapar o tacho, deixar levantar fervura e baixar o lume deixando cozer por quinze minutos.

Depois de cozido retirar a tampa do tacho e cobrir com uma toalha de papel (ou pano de cozinha). Tapar novamente com a tampa e deixar repousar por uns minutos enquanto se prepara o acompanhamento (neste caso foram filetes de Alabote). Quando for para servir soltar a salada com dois garfos (fica parecido com couscous) e servir, quente ou frio salpicado com coentros picados.

 

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Ter | 16.08.22

monstro verde?

 

Gosto imenso de batidos, principalmente para gastar fruta que já anda de lado para lado à espera de ser deitada fora. Mas comigo há sempre uma última hipótese e normalmente é um bolo ou um batido, dependendo das frutas em questão. Maçãs, peras e bananas muito maduras são normalmente para o lado dos bolos; fruta de caroço, mais de verão, costuma ir para os batidos. Neste caso, e pela primeira vez, usei também agriões já que tinha uma mão-cheia deles que, pela quantidade reduzida, não serviam nem para uma salada nem para uma sopa. Por isso... batido.

 

Batido de Banana, Pêssego e Agriões


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1/2 banana

1 pêssego

1 mão-cheia de agriões lavados

1 colher de chá de Maca em pó

1 colher de chá de linhaça moída

250 ml de leite (ou bebida vegetal) fresco

 

Triturar todos os ingredientes no copo da varinha mágica e servir de imediato.

 

Outros batidos à solta no blogue:

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Seg | 15.08.22

duas versões

 

Quando falo em papas de aveia, em como são ideiais para os pequenos-almoços - podem servir-se frias ou quentes e até podemos prepará-las uma vez por semana e ir gastando ao sabor dos dias - algumas pessoas estremecem como se eu estivesse a tentar convence-las a voltar ao século passado onde as papas de aveia e o óleo de fígado de bacalhau eram tudo menos coisas 'cool'. E, correndo o risco de estar sozinha nesta minha admiração, não posso deixar de dizer o quanto as acho fantásticas:

  • São extremamente nutritivas, ricas em vitaminas, minerais e anti-oxidantes como magnésio, fósforo, zinco, vitaminas e outras coisas que só nos fazem bem;
  • Contêm fibras solúveis;
  • Ajudam a controlar os níveis de colesterol e de açúcar no sangue;
  • Graças ao alto teor de fibra podem ajudar a baixar o risco de cancro do cólon;
  • São muito nutritivas e saciantes, o que pode até ajudar a perder peso;
  • São extremamente energéticas o que ajuda àqueles que praticam exercício físico.

 

E são muito versáteis, tanto que da mesma base podemos fazer vários tipos de finalização. Deixo aqui apenas duas mas há imensas pelo blogue e por essa internet fora. Experimentem.

 

Papas de Aveia (duas versões)

 

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6 colheres de sopa de flocos de aveia

1 pitada de sal

1 colher de sopa de açúcar amarelo

Água q.b.

 

Colocar os flocos de aveia numa caçarola com o sal e o açúcar. Cobrir com água e levar ao lume, mexendo de vez em quando por cerca de cinco minutos. Acrescentar mais água se começar a ficar muito grosso, deve ficar cremoso mas soltinho porque vai continuar a engrossar enquanto arrefece.

Depois de pronto dividem-se as papas por duas taças.

Numa delas acrescenta-se uma colher de sopa de cacau em pó e mexe-se bem. Corta-se meia banana às rodelas e dispõe-se sobre as papas. Salpica-se com coco ralado e pepitas de cacau e serve-se.

Noutra taça acrescentam-se mirtilos e framboesas, salpica-se com coco ralado tostado e serve-se.

 

Qui | 11.08.22

nada se perde

 

Só passei para dizer que quando está na hora de arrancar as plantas das curgetes que já não estão a produzir grande coisa, apesar de ainda darem flores e curgetes pequeninas, as podemos apanhar para fazer coisas, não precisam de ir para o composto como se não prestassem para nada.

Para que não pensem que vos estou a enganar, deixo-vos aqui algumas receitas como esta, esta, esta e esta

Ora vejam.

 

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Qua | 10.08.22

lá vamos

 

As temperaturas aqui estão em modo 'sub-verão' e apesar de estarmos quase em meados de Agosto ainda não fui nenhum dia à praia. Ninguem merece.

Para compensar, fiz este prato que é rápido de fazer, económico e muito saboroso (não é preciso muito para me animar ).

Experimentem.

 

Bifinhos de Peru com Lima e Tomilho

 

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2 bifes de peru cortados em tirinhas

Sumo e raspa de uma lima (ou limão)

1 colher de chá de molho de piripiri

Tomilho fresco

Sal q.b.

2 dentes de alho esmagados com a casca

2 clheres de sopa de azeite

 

Temperar as tirinhas de peru com o sumo e a raspa da lima, o molho picante, o tomilho e o sal. Deixar repousar por uma hora para ganhar sabor.

Aquecer o azeite numa sertã e fritar os alhos sem deixar queimar. Adicionar as tirinhas temperadas e deixar fritar, tapando a sertã e mexendo de vez em quando, até estarem prontas, cerca de dez minutos. Se necessário acrescentar um pouquinho de água ou vinho branco para não secar (no meu caso não foi necessário).

Servir com batata "frita".

 

Seg | 08.08.22

créditos alheios

 

A internet é fabulosa e se a maioria das pessoas passa o tempo a espreitar as redes sociais, eu passo-o a ver receitas, a tirar ideias para refeições diferentes, a ficar espantada com todos os ingredientes que ainda não conheço e a tentar não me incomodar com aqueles que nunca virei a conhecer.

Vi esta receita no Instagram. Infelizmente não a gravei pelo que os créditos não serão devidamente atribuídos mas alterei-a tanto que talvez já não faça diferença saber quem a começou.

No original era usada alface numa das camadas, milho cozido noutra (blheeeck) e a pasta era de delícias do mar (duplo blheeeck!). E não eram usados espargos. Basicamente era outra receita Isto para dizer que podem usar aquilo que mais gostarem nas camadas.

Só mais uma coisa, foi das melhores coisinhas que comi ultimamente (e comi algumas coisas bem 'bouas'!)

 

Bolo de Arroz e Atum

 

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Arroz Cozido

Azitonas em rodelas

Pasta de atum (atum, aipo, maionese e mostarda)

Ovos cozidos

Tomates cherry

Espargos brancos em conserva

Pimento assado em conserva

Arroz Cozido

 

Forrar uma forma de bolo inglês com película aderente de modo a que sobre dos lados.

Colocar os ingredientes em camadas começando e finalizando com o arroz cozido. Calcar com a mão para que fique bem compacto e fechar com a película aderente. Levar ao frigorífico por umas horas antes de consumir.

Para servir virar a forma sobre um prato e retirar a película com cuidado para não desmanchar. Enfeitar a gosto.

 

Nota: usei ovos cozidos que estiveram a 'estagiar' num líquido de picles de beterraba, daí a cor

 

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Sex | 05.08.22

goodies!

 

Alguém por aí com saudades de uns biscoitos? A última receita aqui foi por alturas do Natal, nem acredito que não tenho feito uma das minhas coisas favoritas para passar o tempo (e ter na despensa para os raides nocturnos).

Esta receita já me andava a passar à frente há uns tempos e nada como um dia de tempo chocho para me pôr a 'biscoitar'.

 

Biscoitos de Aveia e Manteiga de Amendoim

 

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1 copo de óleo de coco derretido (usei apenas 1/2)

3/4 de copo de manteiga de amendoim

2 ovos grandes (usei 3 pequenos)

1 copo de açúcar amarelo

1/2 copo de açúcar branco

1 colher de chá de extracto de baunilha

2,5 copos de flocos de aveia

2 copos de farinha de trigo

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 pitada de sal

1 tablete de chocolate negro em pedacinhos (ou 100 grs de pepitas de chocolate)

 

Numa taça grande misturar o óleo de coco, a manteiga de amendoim, os ovos, os açúcares, e a baunilha. Mexer bem e adicionar a mistura de farinha, flocos de aveia, bicarbonato e sal. Mexer bem e misturar os pedacinhos de chocolate.

Moldar biscoitos e colocar em tabuleiros forrrados com papel de ir ao forno. Cozer por cerca de dez minutos (conforme os fornos), retirar e deixar arrefecer.

 

Nota: não achei necessário usar toda a quantidade de óleo de coco. A massa deu para moldar bem sem agarrar e os biscoitos ficaram sequinhos

 

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Qui | 04.08.22

OMG Banana-split

 

A apresentação conta (assim como o tamanho, apesar de haver quem minimize a sua importância ) ou como se costuma dizer, os olhos também comem.

A 'receita' de hoje não é mais do que fruta e iogurte e uns salpicos de coco para o pequeno-almoço. Podia estar tudo ao molho numa taça? Podia, mas não era a mesma coisa.

 

 Frutas&Iogurte

 

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1 banana

2 morangos

14 mirtilos

Polpa de 1 maracujá

3 colheres de sopa de iogurte natural

Mel

Coco ralado tostado

 

Dispôr os ingredientes de forma 'artística' e depois comer.

 

Nota: O maracujá utilizado é o Passiflora caerulea 'blue crown passionflower'

 

Qua | 03.08.22

fora da caixa

 

Para variar das carnes vermelhas que podem não ser tão boas para a saúde existem sempre opções de que muitas vezes nem nos lembramos. Aqui está uma delas. Experimentem.

 

Hambúrgueres de Peru

 

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400 grs de carne de peru picada

1 cebola finamente picada (usei duas pequenas, uma roxa e uma branca)

2 dentes de alho ralados

Salsa e orégão picados q.b.

1 colher de café de coentros em pó

Pimenta preta moída

Sal

2 colheres de sopa de azeite

 

Misturar bem todos os ingredientes excepto o azeite e moldar hambúrgueres do tamanho desejado.

Aquecer o azeite numa frigideira e fritar de ambos os lados até estar perfeitamente cozinhado. Usar uma frigideira com tampa para não salpicar e ficar menos seco.

Servir com batatas gratinadas e uma salada.

 

Seg | 01.08.22

Tesourinhos...

 

Trago novamente uma publicação do já longínquo Agosto de 2012. Pode ter-vos passado ao lado

 

Alguém já comeu camarinhas?

Esta baga que parece uma pérola existe apenas no nosso território e numas ilhas espanholas (Ilhas Cies). De resto, mais ninguém tem o prazer de as apanhar ou de as comer à mão-cheia.

Para quem não sabe, as camarinhas dão-se no litoral, nuns pequenos arbustos em que os masculinos apenas dão as flores e os femininos apenas dão as bagas. O seu sabor é acre e doce (acho o sabor muito parecido com o do mirtilo).

Na minha terra, nos meses de verão, vendem-se na praça, umas senhoras trazem-nas da zona de S. Jacinto em jigas e a medida é um copo grande (normalmente põem mais uma mão-cheia para ir bem medido) que custa 1€.

Se não conhecem e se as virem, comprem, ao menos para experimentar.

 

Camarinhas

 

 

Cantiga Popular
Miramar

Fostes ao Senhor da Pedra
Minha rica Mariquinhas...
Nem por isso me trouxestes
Um ramo de camarinhas.


Hei-de ir ao Senhor da Pedra
Para colher as camarinhas...
Mas, meu amor, é de lá
Já mas tinha apanhadinhas.


Fui ao mar às camarinhas
E cacei um camarão...