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Belita, a Rainha dos Couratos

Belita, a Rainha dos Couratos

Qui | 24.09.20

seguir as instruções

 

Quando faço alguma sobremesa meio a ‘olhómetro’ costumo apontar mal acabo que é para não me esquecer de como fiz.

Às vezes sou tão críptica que mais tarde, quando vou ler para passar a receita para o blogue, não faço ideia do que é que aquilo quer dizer e tento recorrer à memória (que ei, também já não é o que era!) para transcrever todos os passos.

Muitas receitas já ficaram de fora deste espaço por não me lembrar de como as fiz. Não é o caso desta, mais fácil não podia ser e as instruções até são claras.

Aqui fica quer o rascunho quer os passos mais bem explicados.

 

Tarte de Maracujá

 

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250 grs de bolachas Digestive

75 grs de margarina (usei Becel Cozinha)

1 lata de leite condensado

12 maracujás (polpa)

4 folhas de gelatina

 

Triturar as bolachas, adicionar a margarina e misturar bem. Pôr sobre a base de uma tarteira de fundo móvel, calcando bem.

Coar a polpa dos maracujás e reservar algumas sementes (2 colheres de sopa).

Amolecer as folhas de gelatina em água fria por cinco minutos, de seguida escorrer e dissolver em duas colheres de sopa de água a ferver.

Deitar o leite condensado numa taça adicionar a gelatina derretida e a polpa escorrida. Juntar as sementes reservadas e deitar sobre a base da tarte. Levar ao frigorífico por três ou quatro horas para solidificar.

 

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Nota: usei folhas de gelatina das pequenas, se forem das grandes (mais compridas) bastam duas

 

Qui | 17.09.20

assim

 

Por mais que já tenha aqui deixado inúmeras receitas de papas de aveia, não me consigo cansar e por mais vezes que as faça quase sempre consigo que saiam diferentes.

Esta é uma versão pré-outonal, a ajustar-se ao tempo que hoje nos está a dar um dia embaciado, com vento e até alguns pingos de chuva.

Para melhorar só trocava o computador do trabalho por um livro e enroscava-me no sofá.

Só que não.

 

Papas de Aveia com Pinhões

 

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3 colheres de sopa bem cheias de flocos de aveia

água q.b.

1 pitada de sal

1 banana

1 colher de chá de mel

1 colher de chá de manteiga de amêndoa

1 colher de chá de pedacinhos de cacau

1 colher de chá de pinhões

 

Levar os flocos de aveia cobertos de água ao lume. Temperar com uma pitada de sal e deixar levantar fervura mexendo por uns três minutos, se for necessário acrescentar mais água.

Retirar do lume e juntar metade da banana, esmigalhada. Deitar numa taça e por cima pôr a restante banana em rodelas e os restantes ingredientes.

Comer quente ou morno.

 

Seg | 14.09.20

de volta a setembro

 

O teletrabalho, que ainda mantenho e com poucas saídas, faz-nos parecer que vivemos numa espécie de bolha em que cada dia se repete, chuva ou sol.
Aplica-se também à comida. Com o passar dos dias, dos meses, dei por mim a não retirar tanto prazer em cozinhar como antes, em que passava algum do tempo nos transportes a procurar e alinhavar algumas receitas que me pareciam ser interessantes. A escolher ingredientes. E nos supermercados a ver as novidades, coisa que agora não faço porque vou em modo: põe máscara, passa as mãos pelo gel, preciso disto e daquilo, pago, põe gel, tira a máscara.

Não dá gozo nenhum!
Além disso agora, com o tempo destinado de outra maneira (acaba por se estar mais tempo a trabalhar em teletrabalho, acreditem ou não) falta-me essa parte do que antes ajudava a vir aqui pôr as receitas escolhidas e experimentadas.
E, à semelhança desta foto onde substituí uma das ervas da canção de Simon & Garfunkel [parsley, sage, rosemary and thyme] pela carqueja já que era para
estufar coelho e a carqueja é o melhor condimento, melhor que a salsa neste caso, percebo que para o futuro algumas coisas vão ser diferentes. Talvez passe menos tempo a escrever para aqui.
Nunca fui de fazer planos a longo prazo, nem a médio sequer, sou daquelas pessoas que não consegue escolher de véspera a roupa que vai vestir de manhã. E embora por vezes sentisse inveja das pessoas que conseguem fazer isso, planear as suas vidas, saberem onde querem estar daqui a um, dois ou cinco anos, acho que por vezes isso pode ser motivo de ansiedade quando estamos a ficar à deriva dos nossos planos.
Por isso o melhor [para mim] é ir vivendo e ajustando a vontade de fazer coisas a cada dia que chega.

Em modo: "Come as you are".


Coelho Estufado com Vinho do Porto

 

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1 coelho cortado em bocados grandes
1 cebola grande, cortada em meias-luas
2 dentes de alho esmagados com a pele
1 raminho com carqueja, salvia, alecrim e tomilho
1 colher de sopa de colorau em pó
1 colher de chá de noz-moscada
Sal
200 ml de vinho do Porto
2 colheres de sopa de molho Inglês
100 ml de azeite

Pôr todos os ingredientes num tacho largo de modo a que as peças da carne não fiquem sobrepostas.
Vevar ao lume em fogo alto até começar a ferver e depois baixar o lume e tapar o tacho. Ir verificando a evolução e adicionando água a ferver sempre que o molho
pareça desaparecer. Estufar por hora e meia pelo menos.