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Belita, a Rainha dos Couratos

Belita, a Rainha dos Couratos

Sex | 31.07.15

reutilizar

 

Ultimamente tenho feito tantas sobremesas ao estilo Parfait (uma colherada disto, uma camada de qualquer bolacha esmigalhada, outra de alguma fruta para enganar e voilà!) que elas quase podiam fazer-se sozinhas mal eu estalasse os dedos!

Esta foi com os pêssegos que sobraram do Chá Gelado de Pêssegos mas pode ser com qualquer fruta que esteja à mão, ou mesmo com compota.

 

Parfaits de Pêssego

 

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200 grs de queijo Mascarpone

Adoçante a gosto (usei mel)

6 bolachas Digestive esmagadas

Pêssegos q.b.

 

Bater o queijo com o adoçante (açúcar, mel, xarope de ácer, etc). Esmigalhar as bolachas.

Pôr em camadas em copos ou taças e levar ao frio até servir.

 

Nota: pode ser usada fruta crua, bem madura

 

Ter | 28.07.15

frescura

 

Não há muito a dizer.

É fácil de fazer, rápido, fresco e sabe muito bem para quem, como eu, adora atum.

Não me canso!

 

Massa com atum e aipo

 

 

Esparguete cozido frio

1 lata de atum

2 talos de aipo em rodelas

1 cebola roxa picada

Tomates cereja

Azeitonas

Maionese qb.

 

Escorrer o atum do líquido (usei ao natural).

Numa taça misturar todos os ingredientes e envolver na maionese.

 

Notas:

o aipo pode ser substituído por cebolinho ou mesmo salsa picada

pode-se usar uma mistura de maionese e abacate esmagado para uma refeição igualmente calórica mas com gorduras melhores 

 

Sex | 24.07.15

viu-se negra...

 

Que me lembre, nunca comi Bolo Floresta Negra.

É um daqueles bolos de que já toda a gente ouviu falar, uma receita alemã muito conhecida e que alia o chocolate às cerejas. Não pode falhar esta parceria.

Não provei o bolo mas provei esta mousse, que não sendo a mesma coisa, não lhe deve ficar muito atrás.

Além de que é muito mais fácil e rápida de pôr na mesa!

 

Mousse ‘Floresta Negra’

 

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1 lata de leite de coco (cerca de 400 ml)

2 colheres de sopa de mel

100 grs de chocolate negro

Cerejas descaroçadas

 

Na véspera põe-se a lata de leite de coco no frigorífico para ficar sólido.

Retirar o leite de coco da lata deixando a parte líquida no fundo, pode ser usada noutra coisa qualquer*.

Derreter o chocolate no micro-ondas ou no fogão. Reservar.

Bater o leite de coco com o mel com a batedeira até engrossar e ficar parecido com chantilly. Retirar 3 colheres de sopa deste creme e reservar.

Ao restante creme adicionar o chocolate derretido e continuar a bater com a batedeira até estar bem incorporado.

Pôr umas colheres de creme de chocolate em copos ou taças, por cima põem-se cerejas cortadas, mais creme de chocolate e finaliza-se com o creme de coco batido enfeitando-se com mais cerejas no topo.

Pode-se finalizar com umas raspas de chocolate (de que eu me esqueci…)

 

*costumo comprar o leite de coco do minipreço e depois de ir ao frigorífico fica completamente em creme não sobrando  quase nenhum líquido; quando sobra uso em batidos por exemplo

 

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Qui | 23.07.15

do nosso mar

 

No mercado onde faço compras há várias bancas de venda de peixe fresco ‘do nosso mar’. A pescada é normalmente da Póvoa de Varzim e de vez em quando há por ali uns exemplares de meter respeito, enormes!

Quando compro uma peço com pouco mais de um quilo. Depois peço para retirarem os lombos inteiros mas que ponham tudo no saco pois tudo vai ser usado, inclusive as espinhas e cabeça, seja para um arroz, uma sopa de peixe ou outra coisa qualquer.

A peixeira onde compro é muito terra-a-terra e apesar de já saber escalar um peixe, o conceito de retirar os lombos inteiros ainda é um bocado à frente por isso costumo sair de lá com pedaços… isto porque é daqueles sítios onde não estamos à espera que nos arranjem o peixe. Vamos lá, escolhemos, dizemos o que queremos e vamos ao resto das compras. No fim é pagar e pegar. E ver que não são lombos, são bocados. Mas tudo se aproveita 

 

Filetes em capa de ervas aromáticas

 

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2 filetes de pescada fresca

1 fatia de pão seco

1 ramo de ervas aromáticas

Sal e pimenta q.b.

Sumo de limão

Azeite

 

Temperar os filetes com sal e pimenta e umas gotas de sumo de limão.

Ralar o pão num moinho ou esfarelar muito bem. Cortar as ervas (usei salsa, aneto, menta vietnamita) e adicionar ao pão ralado. Passar bem os filetes nesta mistura pressionando com as mãos para agarrar bem.

Aquecer um fundo de azeite numa frigideira e fritar os filetes até estarem dourados e estaladiços.

 

Ter | 21.07.15

'xaláver...

Na zona onde vivo as temperaturas têm estado à volta dos 23ºC. Muito diferentes das temperaturas do interior ou mais a sul que têm atingido os 38ºC. Num país tão pequeno, é obra esta amplitude de temperaturas…

Mas, para o quente e para o menos quente há sempre comidas que caem bem.

Se forem servidas ao jantar são o ideal por não serem muito pesadas, falo das saladas que acabam por ser uma espécie de ‘ ‘xaláver o que é que anda por aqui a precisar de ser gasto antes que se estrague’.

É isto.

 

Salada de Frango

 

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Alface cortada em tiras

Rúcula

Coentros

Aipo em rodelas

Cebola roxa em rodelas

Tomate em quadradinhos

Azeitonas sem caroço

Frango desfiado

Nozes

Uvas passas

Bagas Goji

Molho vinagrete

 

Tudo q.b.

Juntar todos os ingredientes e temperar com o molho vinagrete.

 

Seg | 20.07.15

com chá, dos Açores

A pedido de várias famílias… não, foi apenas de uma. Ok, não foi de nenhuma, foi um desafio lançado pela cozinha100segredos, um blogue de uma Açoriana que promove, e bem, os produtos Açorianos.

Assim à primeira vista, eu achei que não tinha nada genuinamente açoriano em casa, coisas de comer, estão a ver. Mas depois ela disse que também podia ser uma bebida e lembrei-me de um chá da Gorreana que uma amiga me trouxe quando visitou os Açores.

E chá é mesmo uma das minhas bebidas preferidas e o da Gorreana (Broken Leaf) é mesmo muito bom por isso foi só juntar o útil ao agradável e aceitar o desafio.

Coisa simples 

 

Chá Gelado de Pêssego

 

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3 pêssegos (usei dos carecas)

1 copo de água (250 ml)

1 copo de açúcar

 

2 colheres de sopa de folhas de chá Broken Leaf da Gorreana

250 ml de água a ferver

Água tónica gelada

Gelo

 

Cortar os pêssegos em meias luas e juntar numa caçarola com o copo de água e com o copo de açúcar. Levar ao fogão e deixar ferver em lume brando por uns 15 minutos. Coar e reservar quer o xarope, quer os pêssegos (estes para usar noutra receita, em breve).

Com a água a ferver, fazer um chá forte. Coar e reservar.

 

Quando tudo estiver bem frio, põe-se num copo grande cerca de 50 ml do xarope, a mesma quantidade de chá, gelo ‘a dar com um pau’ e água tónica (ou água gelada). Verificar a doçura, eu gosto das bebidas pouco doces pelo que juntei quase duas garrafas de água tónica.

Quando se junta a água tónica, a bebida parece que fica com duas cores, uma mais clara em baixo (a água tónica) e outra mais escura (a mistura do xarope e do chá) em cima. Pura magia.

Refrescante!

 

Nota: podem ser usadas saquetas de chá preto

 

Sex | 17.07.15

aimanheeeee

 

Perfeito!

É o que posso dizer deste bolo, que encontrei no blogue As Minhas Receitas, um dos que sigo religiosamente.

E claro, é fazer, comer e chorar por mais.

Ora confiram lá!

 

Bolo Brownie de Chocolate e Framboesas

 

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200 grs de chocolate (70% cacau)
100 grs de açúcar amarelo

60 grs de manteiga
60 ml de natas
3 ovos

40 grs de farinha
125 grs de framboesas frescas
açúcar em pó para polvilhar q.b.

 

Numa caçarola põe-se o chocolate em pedaços pequenos, o açúcar, a manteiga e as natas e leva-se a lume muito brando até estar tudo derretido.

Numa taça misturam-se os ovos com a farinha e adiciona-se a mistura do chocolate derretido, mexendo bem até estar um creme liso e sem grumos.

Unta-se uma forma redonda (de preferência das de mola), forra-se com papel vegetal e deita-se a massa na forma. Por cima dispõem-se as framboesas reservando algumas para decoração final (se se lembrarem…) e leva-se ao forno previamente aquecido, a 160ºC, por cerca de 35 minutos. O meu forno não tem medidor por isso pus no mínimo, com a chama baixa.

Retira-se do forno e deixa-se arrefecer uns minutos antes de desenformar. Deixa-se arrefecer completamente e polvilha-se com açúcar em pó e enfeita-se com framboesas frescas (se nos lembrarmos…)

Vai lindamente com uma bola de gelado.

 

Nota: usei uma forma redonda de 20 cms, sem mola. Para poder desenformar bem, fiz umas tiras de papel vegetal que coloquei na forma em forma de X com as abas altas. Por cima, no fundo, pus uma rodela de papel vegetal e untei. Depois foi fácil pegar naquelas abas e levantar o bolo para um prato.

 

Qui | 16.07.15

pimenta...

Há alguns anos tive um colega que tinha uma condição chamada Hemocromatose. E não podia comer verduras, nomeadamente espinafres já que são muito ricos em ferro.

Isto para dizer que era o companheiro ideal para ir almoçar já que eu podia pescar todas as verduras para o meu prato 

E também para lembrar que, na alimentação (como, aliás, em tudo na vida) o que é bom para uns pode ser muito mau para outros.

Pensem nisso.

 

Amaranto Salteado

 

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1 molho de amaranto

2 dentes de alho

3 colheres de sopa de azeite

Sal e pimenta q.b.

 

Retirar as folhas do amaranto, lavar e escorrer.

Aquecer o azeite numa frigideira e alourar os alhos picados. Juntar as folhas e ir mexendo para que percam rapidamente o volume. Temperar com sal e pimenta a gosto e deixar saltear em lume baixo por uns cinco minutos.

Servir quente ou frio com umas gotas de sumo de limão.

 

Qua | 15.07.15

perishable thoughts...

 

Sou contra o desperdício, em qualquer forma. Então se falarmos em desperdício alimentar, fico mesmo possessa, considerando que há milhões de pessoas que não têm possibilidade de fazer uma refeição por dia ao passo que outros milhões deitam fora, deixam estragar, alimentos em perfeitas condições.

E depois há aquele desperdício que não parece bem desperdício mas que se formos a ver bem, até é. Estou a falar das ervas daninhas.

Ai, que ela agora passou-se de vez!!!

Não, a sério, já há bastante tempo que deixei de ver as urtigas como uma peste na minha horta, agora até as rego para poder fazer sopas, esparregados e outras coisas. E é bom demais! E as beldroegas, fantásticas.

Mas há muitas mais ervas que nos passam ao lado e o Amaranto (Amaranthus L.) é uma delas. Quase toda a gente já viu estas ervas, quem tem hortas ou vive em terras com caminhos está fartinho de as ver a orlar esses caminhos.

Eu, até há um ou dois anos, andava sempre à cata delas para as arrancar, pequeninas, para que nem sequer chegassem a crescer e deitar as sementes, tal era a praga que eu as considerava.

Mas agora, embora digam que burro velho não aprende línguas, aprendi a vê-las como mais um aliado na minha cozinha. E atenção, é que em certos países asiáticos e africanos é uma hortaliça e é vendida em molhinhos nos mercados. Na Jamaica chama-se callaloo e no Brasil, onde também é bastante utilizada, chamam-lhe caruru ou bredo.

Repitam todos: O amaranto é bom!

Só vos digo, não precisam de atenção nenhuma, aliás, ao contrário dos espinafres, cujo sabor é bastante parecido, estes quase não precisam de água para crescerem lindas e vivaças.

E além disso, são muito ricos em nutrientes, uma boa fonte de vitaminas C e  A e repletos de minerais como ferro, cálcio, potássio, zinco, cobre e manganês.

Eu sei que é sempre arriscado comer ervas que não se conhecem (pelo sim pelo não, da primeira vez mais vale apenas uma pessoa da casa comer… nunca fiando ) mas pesquisem e se virem as vaquinhas e as cabrinhas a comerem, podem ter quase a certeza que se não lhes faz mal a elas, também não nos faz mal a nós 

 

Amaranto

 

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Ter | 14.07.15

o que é bom, é bom. ponto.

 

As experiências feitas com o líquido de cozer grão-de-bico deixaram um agradável  problema: ter que gastar o dito grão-de-bico!

Que chatice, pensam alguns. Que bom, penso eu.

E toca de fazer uma bela de uma salada. Que uma salada de grão com atum não tem que ser sensaborona, pode e deve até ser bem colorida, a condizer com a estação.

 

Grão com Atum

 

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1 lata de grão de bico (400 grs)

1 lata de posta de atum em azeite

1 tomate maduro, rijo

1 ovo cozido (usei de pata)

1 mão-cheia de azeitonas pretas

Salsa e cebolinho picados

1 pitada de colorau

Azeite e vinagre q.b.

 

Cortar o que for de cortar em pedacinhos e misturar com o grão-de-bico. Separar a posta de atum em lascas e envolver na restante salada. Adicionar as ervas picadas (podem ser usadas outras, a gosto) e temperar com azeite e vinagre. Salpicar a salada com um pouquinho de colorau.

 

Seg | 13.07.15

são nobres

 

Há milhentas maneiras de tornar uma ‘sande’ num petisco.

Eu sou fã de comer coisas entre duas fatias de pão e quem inventou a moda (embora o conceito existisse há muito, o nome veio do 4º Conde de Sandwich) está de parabéns pois veio facilitar muitas indecisões na hora de pôr a comida na mesa.

Principalmente ao fim-de-semana, as sandes vêm ajudar a comer bem sem muito trabalho.

Confiram.

 

Sandes de Salmão

 

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150 grs de queijo-creme

100 grs de salmão defumado

Raminhos de aneto

Piripiri

Sumo de meio limão

Alface

Rúcula

Pão caseiro integral

 

Picar o salmão (com uma faca cortar muito miudinho) e misturar com o queijo-creme, o aneto (ou salsa picada), piripiri e sumo de limão.

Barrar fatias de pão com esta mistura e por cima pôr alface e rúcula.

Servir acompanhado de uma bebida fresca.

 

Sex | 10.07.15

eh láááá

 

Este ano tenho comido framboesas como se o mundo fosse acabar e eu tivesse que comer todas aquelas que não comi nos anos anteriores para ficar quite (as estilo ‘estamos quites’) com as framboesas da vida.

Por isso, sejam no iogurte ao pequeno almoço, em mousses, em gelados ou em tartes, elas têm sido presença constante.          

 

Tarte Fresca de Framboesas

 

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200 grs bolachas (usei Maria Fibra)

50 grs de nozes tostadas

75 grs de manteiga

250 grs de queijo-creme

125 grs de iogurte grego

Mel q.b. (ou outro adoçante)

100 grs de chocolate branco

200 grs de framboesas

 

Ralar as bolachas ou esmagar, dentro de um saco de plástico, com o rolo da massa. Juntar as nozes e a manteiga derretida e misturar bem.

Forrar a base de uma tarteira com esta mistura e reservar.

Bater o queijo-creme com o iogurte natural grego e o mel (ou açúcar). Derreter o chocolate branco no micro-ondas e envolver no queijo. Pôr este creme sobre a base de bolacha. Enfeitar com as framboesas e levar ao frio até servir.

 

Nota: o chocolate branco que usei não era o ideal para culinária e não derreteu até ficar mesmo cremoso por isso, em vez de o envolver na mistura de queijo-creme e iogurte, barrei com ele a base de bolacha e por cima espalhei a mistura de queijo-creme.

 

Qui | 09.07.15

cá está!

 

Depois de este escrito ter causado tanto furor e tanta admiração (também a mim, confesso!) está na hora de vos dar uma receita para usarem as ‘claras’ de Aquafaba, que isto não é só experimentar para ficar a meio.

Ao que parece, podem ser usadas quer em doces quer em salgados, no forno, sem ser no forno e por aí fora.

Eu experimentei da maneira mais fácil, numa mousse de chocolate, até porque embora o tempo por aqui esteja tipo concertina, um dia quente outro dia nem por isso, no dia em que fiz a experiência estava bastante calor e não me apetecia acender o forno para estar duas horas a cozer uma Pavlova, mas lá virá…

 

Mousse de Chocolate de Aquafaba

 

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200 ml do líquido de cozer grão-de-bico (ou feijão)

3 colheres de sopa de açúcar

5 gotas de limão

150 grs de chocolate negro, para mousse

 

Pôr o líquido de cozer o grão-de-bico coado na taça da batedeira e ligar. Deixar bater em velocidade média por cerca de dez minutos. Juntar o açúcar e as gotas do limão e continuar a bater mais uns minutos até estar com uma consistência idêntica às das claras batidas em castelo.

Derreter o chocolate no micro-ondas ou no fogão e mexer bem para ficar liso e brilhante. Adicionar à batedeira em velocidade média e incorporar nas ‘claras’ até estar todo envolvido.

Vai ficar um pouco líquido e a parecer que de mousse aquilo não tem nada. Não desesperem! Depois de estar no frio, fica com uma consistência muito agradável.

Deitar em taças e levar ao frigorífico por umas horas.

Servir enfeitado com framboesas, ou não.

 

Qua | 08.07.15

verde profundo

 

Quando está muito calor podem-se servir sopas frias, que ajudam a refrescar ao mesmo tempo que nos dão os nutrientes necessários para enfrentar o dia-a-dia.

Blá, blá, blá, passa mas é essa sopa para cá! E quentinha, que hoje está frio!!! 

 

Creme de Agriões

 

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1 cebola

1 curgete

1 nabo

3 batatas

1 molhinho de agriões

750 ml de água ou caldo de galinha, a ferver

Sal q.b.

Azeite q.b.

 

Numa panela com um fundinho de azeite alourar ligeiramente a cebola. Juntar a curgete com a casca, o nabo e as batatas cortados em quadrados, mexer e adicionar a água a ferver. Temperar com sal a gosto e deixar cozer por uns 15 minutos.

Adicionam-se os agriões bem escolhidos, deixa-se ferver novamente por mais uns cinco minutos e passa-se com a varinha mágica.

Servir quente ou frio.

 

Seg | 06.07.15

Uma coisa nova por dia…

 

Não é possível fazer omeletes sem ovos mas já se podem bater claras em castelo sem… claras???

A comunidade vegan [ao contrário do que muitos imaginam, é mais uma maneira de estar na vida do que apenas não comer carne e peixe] na sua senda de encontrar alternativas a todo e qualquer produto com origem animal acabou por desencantar uma maneira de fazer ‘claras em castelo’ sem usar claras.

Claro que esta descoberta acaba por vir beneficiar também aqueles que têm alergias aos ovos e que procuram outros produtos que os substituam.

Eu não sou vegan, felizmente não tenho alergias alimentares, mas gosto de experimentar coisas que parecem mágicas, aliás, acho que muita coisa na cozinha é pura magia… (ou então sou como o Zé da Carriça, tudo o que vê, tudo cobiça  )

É aqui que entra a Aquafaba (do latim aqua (água) + faba (feijão, grão)). A aquafaba é o líquido de cozer grão ou feijão e um engenheiro com muito tempo livre  descobriu que era o ideal para fazer merengues, suspiros, pavlovas, etc.

É facílimo, só temos que escorrer o líquido de cozer grão por exemplo (que foi o que usei), pô-lo na batedeira e esquecer que aquilo está a fazer a sua magia aí por uns dez minutos. Depois junta-se açúcar, bate-se mais uns dois minutos e voilà, prontíssimo a usar! E pode-se virar a taça ao contrário que não cai.

 

Merengue

 

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200 ml de líquido de uma lata de grão

3 colheres de sopa de açúcar

5 gotas de limão

 

Pôr o líquido de cozer o grão-de-bico coado na taça da batedeira e ligar. Deixar bater em velocidade média por cerca de dez minutos. Juntar o açúcar e as gotas do limão e continuar a bater mais uns minutos até estar com uma consistência idêntica às das claras batidas em castelo.

De seguida usar da maneira preferida, pode ser no forno para fazer suspiros ou numa mousse de chocolate, que foi a maneira que usei. A receita virá em breve.

 

Nota: Tanto pode ser usado o líquido de latas, frascos ou dos legumes cozidos em casa;

 

Sex | 03.07.15

what a mess...

 

Esta sobremesa foi inspirada numa sobremesa inglesa chamada Eton Mess.

Eton Mess, ou Trapalhada de Eton, é uma sobremesa servida num colégio de Inglaterra onde andam príncipes e demais realeza bem como gente mais normal, ou nem por isso  

É feita normalmente com morangos (também já experimentei) mas desta vez fiz com framboesas pois tinha uma carrada delas para gastar e nada melhor do que uma sobremesa fresca em que o doce contrasta com o ácido.

 

Sobremesa Fresca de Framboesa

 

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200 grs de framboesas

350 grs de queijo Quark

150 grs de queijo-creme

1 colher de sopa de açúcar em pó

1 vagem de baunilha

1 suspiro, grande

 

Esmagar 150 grs de framboesas. Reservar.

Bater os queijos com o açúcar em pó e as sementes da vagem de baunilha (ou pode ser substituído por extracto de baunilha). Adicionar as framboesas esmagadas e o suspiro esfarelado em pedaços.

Deitar esta mistura em taças alternando com framboesas inteiras.

Levar ao frigorífico até servir.

 

Nota: Usei um suspiro comprado, daqueles grandes

 

Qui | 02.07.15

dos tempos...

 

Adoro a Grécia.

Já gostava antes quando eram uns despreocupados, como nós, com as carradas de dinheiro a fluir via Fundo Social Europeu e a ser gasto à tripa forra em tudo menos naquilo em que devia ser, como nós, e gosto agora, quando estão a sofrer na pele uma Europa que antes dos seus cidadãos prefere salvar os bancos… (basicamente como nós…).

E da Grécia, uma das coisas de que mais gosto é mesmo a sua gastronomia, devo ter sido grega noutra encarnação pois todos os sabores gregos se me colam como se de mim fizessem parte.

Aqui fica uma receita em jeito de homenagem singela.

 

Tranches de Pescada à Grega

 

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Azeite q.b.

1 cebola cortada em meias luas

2 dentes de alho picados

2 tomates bem maduros

1 malagueta

4 tranches de pescada

Sal q.b.

Orégãos q.b.

½ copo de vinho branco

 

Colocar os ingredientes numa caçarola na ordem indicada. Refogar em lume brando durante cerca de 20 minutos (vai formar bastante molho). Depois aumentar o lume para ferver um bocado e engrossar o molho.

Servir com puré ou batatas cozidas e uma salada.

 

Nota: usei tomates congelados