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Belita, a Rainha dos Couratos

Belita, a Rainha dos Couratos

Ter | 30.06.15

amanhem-se!

 

Já chegaram! E vieram para ficar todo o verão 

Sim, são elas, as curgetes.

Se não souberem o que lhes fazer, já sabem que aqui há sempre sugestões para o gosto de cada freguês, das doces às salgadas.

Não há desculpas!

 

Fritas de Curgete

 

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1 curgete ralada

2 colheres de sopa de requeijão de Seia

2 colheres de sopa de queijo Feta

2 colheres de sopa de farinha

1 colher de chá de fermento em pó

1 ovo

2 colheres de sopa de ervas aromáticas picadas *

Sal e pimenta q.b.

Azeite para fritar q.b.

 

Ralar a curgete e deixar por dez minutos numa taça salpicada com uma colher de chá de sal.

Ao fim desse tempo, espremer bem o excesso de líquido que a curgete larga e adicionar os restantes ingredientes, mexendo bem.

Aquecer um pouco de azeite numa frigideira e fritar colheradas da mistura de curgete, uns dois minutos de cada lado.

Retirar e escorrer sobre papel de cozinha.

Servir quente ou frio acompanhado com molho de iogurte.

  

Nota: * usei salsa, cebolinho e aneto

 

Seg | 29.06.15

Combinações inusitadas…

 

Quando com pouco se faz muito…

Estas tostas são o exemplo de que nem sempre é preciso fazer refeições de prato cheio para ficarmos completamente saciados.

 

Tosta de Abacate e Salmão Defumado

 

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2 fatias de pão rústico

½ abacate

2 fatias de salmão

2 ovos estrelados

1 raminho de aneto (endro)

Sal e pimenta q.b.

 

Tostar ligeiramente o pão.

Esmagar o abacate e temperar de sal e pimenta a gosto. Barrar as tostas com o abacate. Por cima pôr uma fatia de salmão defumado e polvilhar com aneto picado. Em cima do salmão põe-se o ovo estrelado (ou escalfado) e polvilha-se com pimenta preta moída na altura.

 

Sex | 26.06.15

Banquecas!

 

Já tinha visto várias versões desta receita. A primeira vez que experimentei fui muito impaciente e acabei com uma espécie de ovos mexidos com banana 

A sertã também não ajudou já que a parte anti, do antiaderente, já não existia…

Passado um mês e munida de uma sertã novinha a estrear, experimentei novamente e desta vez com a paciência para esperar três ou quatro minutos antes de tentar virar a panqueca com a ajuda de uma espátula fina.

Valeu a pena a paciência pois o que inicialmente parecia impossível deu afinal um prato de umas belas panquecas, de apenas dois ingredientes!

  

Panquecas de Banana

 

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1 banana pequena

1 ovo grande

 

Esmagar bem a banana com um garfo e misturar o ovo. Mexer muito bem de modo a ficar um creme liso.

Aquecer uma frigideira antiaderente e deitar o equivalente a duas colheres de sopa de massa.

Deixar fritar em lume muito brando por cerca de três a quatro minutos, depois virar a panqueca com bastante cuidado (é muito manhosa) e deixar mais um minuto ou dois do outro lado.

Fazer até acabar a massa. Esta quantidade deu para cinco panquecas.

Servir com iogurte grego e doce de morango ou apenas polvilhadas com canela.

 

Nota: Fiz novamente com acréscimo de uma colher de café de fermento (passa a três ingredientes  ) e ficam um pouco mais altas e fofas. Fica a dica.

 

Qui | 25.06.15

sem batota

 

Pronto, não são fritas! Que mania de olharem às ‘tecnicalidades’!!!

Mas são boas. E são doces. E são mesmo, mesmo boas! (já tinha dito?)

 

Batata Doce ‘Frita’ no Forno

 

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3 batatas doces

1 colher de sopa de farinha Maizena

Sal, pimenta q.b.

Ervas aromáticas q.b.(ervas da Provença, por exemplo)

Azeite q.b.

 

Lavar e cortar as batatas doces em palitos grossos (com a pele). Pôr numa bacia com água fria e deixar estar por meia ou uma hora.

Ao fim desse tempo escorrer bem e secar com um pano da louça... limpo… 

Num saco de plástico põe-se a farinha Maizena, o sal, pimenta e ervas aromáticas e os palitos de batata. Fecha-se o saco e sacode-se bem para que todos os palitos fiquem cobertos com a mistura. Sacudir o excesso e colocar os palitos de batata doce num tabuleiro previamente forrado com papel vegetal. Devem ficar afastados uns dos outros para que fiquem mais tostados.

Deitar um fio de azeite por cima das batatas e levar a forno bem quente por cerca de 45 minutos ou até estarem estaladiças.

Acompanhar com maionese misturada com abacate e chilli em pó ou outro picante a gosto (Molho de piripiri, Harissa, Tabasco, etc.).

 

Nota: usei batata-doce cor de laranja, cultivada em Portugal, comprada no Lidl.

 

Qua | 24.06.15

perishable thoughts...

 

Quando era pequena havia perto de minha casa um pomar com várias arvores de fruto, daqueles pomares que pareciam não ter dono e onde as crianças e adultos das redondezas se consolavam a apanhar e comer frutas variadas.

Havia também uma amoreira branca (Morus alba L.) onde costumávamos apanhar as folhas para alimentar os bichos-da-seda que mantínhamos em caixas de sapatos (não me perguntem porquê, talvez porque toda a gente fizesse o mesmo ).

Mais tarde o pomar acabou por desaparecer e agora toda aquela zona tem vivendas e, tratando-se de Portugal, nenhuma árvore das que lá havia…

Desde essa época, nunca mais comi amoras desta espécie embora continue a apanhar as que crescem nas silvas (Rubus) que não têm nada a ver com as outras, apenas o nome e o aspecto.

Há uns dias, uma amiga deu-me uma mão-cheia de amoras brancas. Mal provei uma vieram-me à memória aqueles tempos da infância, de subir às árvores, dos risos e da despreocupação e o registo do sabor que se manteve no meu cérebro todo este tempo!

Estas amoras são originárias da China onde sempre houve grande criação de bichos-da-seda e as folhas de amoreira branca são a alimentação destes pequenos produtores de fio que mais tarde dá origem à seda. Também são utilizadas, quer os frutos, folhas ou cascas, na medicina tradicional e crê-se que ajudam a prevenir ou a tratar doenças como os diabetes, o colesterol, pressão sanguínea elevada, artrite, queda de cabelo e até o embranquecimento precoce do cabelo!

Na índia e Médio Oriente os frutos são secos e consumidos como bombons.

 

Amoras Brancas

 

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E vocês, alguma vez comeram amoras de árvore, brancas, pretas ou vermelhas?

 

Ter | 23.06.15

jantar leve

 

Nem é carne nem é peixe, faz-se num instante, pode ser com qualquer ingrediente que esteja à mão e normalmente ajuda a safar um jantar em grande estilo.

 

Quiche de Curgete e Pistachos

 

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1 base de massa folhada

1 curgete grande

1 dente de alho grande

Azeite q.b.

Sal e pimenta q.b.

3 ovos

100 ml de natas (usei de soja)

15 pistachos picados

 

 

Aquecer o forno. Estender a massa e forrar uma forma de tarte.

Numa frigideira aquecer um pouco de azeite com o alho picado e saltear a curgete cortada ao alto com o descascador de batatas (para fazer umas fatias finas e longas).

Dispôr as tiras de curgete salteadas sobre a massa. Bater os ovos com as natas e temperar com sal e pimenta e deitar esta mistura sobre as curgetes. Por cima espalhar os pistachos picados.

Levar ao forno por cerca de 30 minutos, até estar dourada.

Servir com um chá preto fresco de limão e menta.

Seg | 22.06.15

pão com queijo

Fácil de fazer e faz um brilharete num convívio. Tinha esta receita há muito tempo para experimentar (há várias versões na net) e por uma ou outra razão nunca me lembrava dela. Cá está!

 

Pão de Alho e Queijo

  

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1 pão rústico

50 grs de manteiga

50 ml de azeite

3 dentes de alho esmagados

1 colher de sopa de mostarda

1 colher de sopa de sementes de papoila

150 grs de queijo ralado (usei mistura de queijos)

 

Com uma faca muito afiada (ou xis-acto) cortar o pão na diagonal mas sem cortar as fatias até ao fundo. Cortar de maneira a ficar em losangos, com o cuidado de não cortar até abaixo.

Misturar a manteiga derretida com o azeite, os dentes de alho ralados, a mostarda e as sementes de papoila. Deitar às colheradas por entre as fatias e por cima até esgotar a mistura. Depois põe-se o queijo ralado também nos intervalos das fatias (com paciência e persistência  )

Embrulhar o pão num pedaço de papel de alumínio e levar a forno bem quente por cerca de 20 minutos, depois abrir o papel de alumínio de forma a ficar com a parte de cima do pão à mostra e deixar mais uns minutos no forno para tostar.

Servir de imediato para que o queijo esteja bem derretido (o da foto já tinha viajado entre o meu forno e a casa de uma amiga).

 

Sex | 19.06.15

ai, ai...

 

Ambrósio, apetecia-me algo…

Homessa, é para já!

 

Mousse de Banana e Cacau

 

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2 bananas

2 colheres de sopa de cacau

2 colheres de sopa de manteiga de amêndoa (ou de amendoim)

2 colheres de sopa de mel

 

Triturar tudo com a varinha mágica e deitar em taças.

Levar ao frigorífico até servir.

 

Nota: deu quatro taças pequenas

 

Qui | 18.06.15

massas e tal

 

Para quem achar que isto são hidratos de carbono a mais num só prato, substituam a massa integral (que adoro!) por fios de curgete, o tão badalado ‘espargete’ 

 

Massa com Pão Ralado

 

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1 copo de pão de véspera, bem seco

1 dente de alho

Azeite

Piripiri

Salsa picada

Sal

Massa integral

 

Cozer a massa conforme instruções da embalagem.

Triturar o pão no robot de cozinha ou num moinho.

Alourar o dente de alho picado em azeite e juntar o pão ralado e fritar até alourar. Temperar com sal a gosto e adicionar a massa escorrida mas ainda com um pouco de líquido agarrado.

Rectificar os temperos e polvilhar com salsa picada.

 

Qua | 17.06.15

perishable thoughts...

 

Ai as nêsperas, muito haveria a dizer sobre elas mas fiquemo-nos por isto:

  • Vieram da China há muito tempo (embora se chame japónica o que nos levaria a pensar que vieram do Japão… até as árvores são esquisitas…); 
  • Quando madurinhas, são suculentas e doces, com um leve toque ácido
  • Quando estão verdes, é melhor nem experimentar ; 
  • São um fruto de Junho e não duram muito tempo;
  • Os melros e outros pássaros adoram-nas e normalmente temos que ver quem lhes chega primeiro;
  • Têm umas sementes enormes, quase mais de metade da fruta são sementes;
  • Parecem ter um pelinho muito macio na casca mas basta passar por água para desaparecer;
  • Têm poucas calorias (47 calorias por cada 100 gramas de nêsperas);
  • São ricas em fibra e pectina e excelentes para regular o funcionamento dos intestinos;
  • Muito ricas em Vitamina A e antioxidantes;
  • Têm muito potássio e também ferro, cobre, cálcio e manganésio;
  • Podem ser comidas ao natural ou usadas em receitas, nomeadamente em compotas;
  • Não se devem comer as sementes já que são toxicas.

 

Nêsperas (Eriobotrya japonica)

 

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Estas que apanhei da árvore da minha vizinha antes dos melros eram mesmo boas!

 

Ter | 16.06.15

à Galega

 

Uma receita muito fácil e que apesar de parecer peixe cozido comum, fica bem diferente com a utilização deste molho.

A receita original leva ervilhas mas como tenho tido abundância de ervilhas tortas e como as prefiro às normais, usei as tortas.

De resto é comer e chorar por mais…

 

Pescada à Galega

 

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2 postas de pescada

4 batatas

1 mão-cheia de ervilhas tortas

½ cebola

2 dentes de alho

Azeite q.b.

Sal

1 colher de pimentão em pó

 

Cozer as batatas cortadas em rodelas grossas juntamente com a cebola. Quando estiverem quase cozidas, adicionar as postas de pescada e deixar levantar fervura. De seguida adicionam-se as ervilhas tortas e deixa-se acabar de cozer, cerca de cinco minutos ou um pouco mais, dependendo da grossura das postas de pescada.

Entretanto numa frigideira salteiam-se os alhos amachucados, com pele, no azeite apenas até dourar. Retira-se a frigideira do lume e retiram-se os alhos. Deixa-se arrefecer ligeiramente o azeite e adiciona-se o pimentão, mexendo. Deita-se esta mistura para uma taça para repousar o pimentão no fundo.

Escorre-se a água às batatas, ervilhas e pescada e servem-se com o molho de azeite e pimentão.

 

Nota: esta forma de cozinhar o peixe é muito usual na Galiza e pode-se usar, além de pescada, raia, bacalhau fresco, tamboril, etc.

 

Seg | 15.06.15

e o tempo???

 

Logo de manhã vejo pessoas na estação que parecem estar em continentes diferentes. Uns de sandálias, mangas curtas, calções, outros de sapatos ou sapatilhas, camisolas e lenços ao pescoço, outros ainda de gabardines, casacos grossos de malha, botas! Bem, costuma-se dizer que Deus dá a roupa consoante o frio…

E a minha horta dá beterrabas consoante as minhas necessidades 

 

Creme de Cenoura e Beterraba

 

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3 cenouras

1 beterraba

1 curgete

1 cebola

2 batatas

750 ml de água a ferver (ou caldo de vegetais)

Sal q.b.

Azeite q.b.

 

Descascar todos os ingredientes e cortar em pedaços.

Levar ao lume numa panela com azeite no fundo e ir mexendo para não pegar. Temperar de sal e adicionar a água a ferver. Tapar e deixar cozer por 20 minutos.

Passar com a varinha mágica e servir polvilhado com Za’hatar*.

  

* Za’atar caseiro

4 colheres de sopa de sementes de sésamo

1 colher de sopa de tomilho seco

Sal fino aromatizado com raspa de limão

Tostar as sementes de sésamo numa frigideira, com cuidado para não queimarem. Depois de frias misturam-se num almofariz com as folhas secas de tomilho e o sal aromatizado com raspa de limão. Esmaga-se com o pilão de modo a ficar um pó solto mas com algumas sementes de sésamo visíveis.

 

Sex | 12.06.15

que gelado!

 

Ora aqui está um gelado bem fácil de fazer e visto que para comer gelado não precisa de estar calor (que não está!), aproveitem que ainda estamos na época das cerejas (estão cada vez mais gradas e doces)!

Se preferirem, podem fazer com morangos que também andam docinhos.

  

Gelado de Cerejas

 

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200 grs de queijo Quark

150 grs de iogurte grego

Mel q.b.

12 cerejas descaroçadas

 

No copo da varinha mágica bate-se o queijo com o iogurte e o mel.

Pôr metade deste creme nos copos de gelado e por cima uma cereja.

Ao restante creme juntam-se as restante oito cerejas e tritura-se com a varinha mágica.

Deita-se esta mistura sobre o creme anterior.

Levar ao congelador por quatro horas e servir.

 

Nota: deu quatro gelados; para retirar de dentro do copo de gelado basta passar por água corrente

 

Qui | 11.06.15

mais uma salada

 

Estamos no limbo no que às temperaturas diz respeito.

Tanto pode estar um dia em que quase não se pode respirar, abafado e com temperaturas altíssimas como no dia a seguir pode estar encoberto, temperaturas baixas e a ameaçar chuva durante todo o dia.

É o que há…

 

Salada de Bacalhau com Grão

 

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1 posta alta de bacalhau

6 batatas

1 mão-cheia de grão-de-bico

2 ovos

1 cebola

Azeite q.b.

Salsa picada

 

Cozer a posta de bacalhau, as batatas com a pele e os ovos.

Escorrer e retirar pele e espinhas ao bacalhau e separar em lascas, retirar a pele às batatas e a casca aos ovos.

Fazer uma cebolada com a cebola cortada em meias luas no azeite até estar dourada.

Cortar as batatas em rodelas.

Pôr batatas no fundo de uma taça ou pyrex e por cima as lascas do bacalhau, o grão e a cebolada. Polvilhar com salsa picada e enfeitar com os ovos cortados em quartos.

Servir quente ou frio.

 

Ter | 09.06.15

Faz Hoje

 

Nove anos / Nueve años / Nou anys / Nine years / Neuf années / Nove anni / Novem annis / 9 Jahre / Εννέα χρόνια / Negen jaar / 9年 / Девять лет / Dokuz yil / נייַן יאָרן / e iwa nga tau / نه سال / chín năm / deviņus gadus

Nove Anos!

 

(Estas panquecas são para aqueles dias em que precisamos urgentemente de um pequeno-almoço de luxo!)

 

Panquecas de Iogurte Grego

 

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½ copo de farinha com fermento

½ copo de farinha integral

1 colher de chá de fermento em pó

1 colher de sopa de açúcar

1 pitada de sal

1 ovo grande

2 colheres de sopa de manteiga derretida ou óleo de girassol

½ colher de sopa de extracto de baunilha

½ copo de iogurte grego natural

½ copo de leite (de vaca, coco, aveia, amêndoa, qualquer um serve)

Açúcar em pó q.b.

 

Numa taça juntam-se os ingredientes secos.

Noutra taça bate-se o ovo, a manteiga derretida ou óleo, a baunilha e o iogurte. Adiciona-se o leite e mexe-se. Deita-se esta mistura nos ingredientes secos e envolve-se sem bater.

Aquecer uma frigideira antiaderente untada com óleo e deitar com uma concha massa suficiente par fazer uma panqueca. Com o lume baixo deixar cozer por dois ou três minutos e virar deixando acabar de cozer por mais dois minutos. Verificar o lume se está forte demais, devem ficar douradas.

Servir com fruta fresca polvilhado com açúcar em pó.