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Belita, a Rainha dos Couratos

Belita, a Rainha dos Couratos

Qui | 31.07.14

olha o calor

Isto, frio, nestes dias quentes, é do melhor!

 

Macarrão com molho de atum

 

 

Molho:

1 lata de atum em azeite

3 filetes de anchova

1 colher de sopa de alcaparras

1 colher de sopa de maionese

2 colheres de sopa de iogurte natural

 

Macarrão cozido

Salsa picada 

 

Triturar os ingredientes do molho no liquidificador ou robot de cozinha e envolver em macarrão cozido frio. Salpicar com salsa.

 

Qua | 30.07.14

perishable thoughts...

Já não me lembro há quantos anos deixei de comprar iogurtes de aromas, sabores, pedaços, etc. Não são a minha onda por melhor aspecto que tenham as embalagens. Sou fã incondicional de iogurte natural, se for tipo grego, ainda melhor.

É muito versátil para usar em vez das natas em certas receitas e também gosto de o embelezar com mel, com frutas, cereais, compotas, frutos secos, o que apetecer. Eu faço uma festa com iogurte natural!

Por isso decidi ser eu a fazer o meu iogurte natural. E não, não tenho nem iogurteira nem máquinas de cozinhar tipo Bimby, Yammi e afins.

E como é que faço, perguntam vocês? Apenas dois ingredientes, nem mais! Só leite e iogurte. Nada de leite em pó nem de outros extras.

A primeira vez fiz com um litro de leite meio gordo de marca branca e 100 grs de iogurte natural grego, do Lidl. Deixei repousar por 12 horas durante a noite e de manhã lá estava ele, esplendoroso.

Da segunda vez fiz novamente com um litro de leite meio gordo (Mimosa) e 100 grs do iogurte que eu tinha feito. Deixei repousar 8 horas, durante o dia.

A diferença foi que este segundo ficou ainda mais cremoso, quase dava para cortar com uma faca.

A espécie de alquimista que há em mim atribui isso ao facto de durante o dia a temperatura ser mais elevada e fazer lá a sua mágica com mais facilidade.

Das duas vezes ficou embrulhado numa mantinha polar na despensa.

 

Iogurte Natural Caseiro

 

 

1 litro de leite

100 grs de iogurte

 

Aquecer o leite até estar quase a ferver. Desligar o lume e deixar arrefecer até estar morno (cerca de 46ºC se tiverem um termómetro, senão experimentem com um dedo para ver se está morno como eu fiz)

Quando estiver morno mistura-se bem o iogurte com uma vara de arames. Deita-se a mistura num recipiente plástico (usei aqueles baldes do iogurte grego do Lidl, que dão para um quilo) e embrulha-se numa manta polar ou num cobertor e deixa-se estar por pelo menos seis horas num ambiente agradável, sem estar fresco. Não espreitar!

Quando estiver pronto, põe-se no frigorífico por umas horas e usa-se.

 

Nota: o segundo iogurte criou mais soro ao longo da semana do que o primeiro, não sei se tem a ver com o leite usado ou com ter usado iogurte já feito por mim ou mesmo por ter sido feito com uma temperatura ambiente mais elevada. Novas experiências se aguardam!

 

Ter | 29.07.14

outros usos

Os países PIGS* (Portugal, Italy, Greece & Spain) alguma coisa têm em comum, além das dívidas. E uma delas é o facto de por terem tido ao longo dos tempos economias frágeis e mesmo pobres, terem aprendido a aproveitar o pão rijo para enriquecer a sua alimentação.

Não é à toa que no Alentejo o pão rijo se tem usado muito como aproveitamento para elaborar refeições como as Açordas e as Migas, os Espanhóis usam-no pra fazer Torrijas, os gregos fazem uma salada chamada Paximadi Dakos, e os Italianos têm a Panzanella.

E é da Panzanella que vos deixo aqui uma receita. Muito simples e saborosa, agora que o calor (cóf, cóf…) pede distância do fogão.

 

Panzanella

 

 

1 pão de mistura, rijo

6 tomates cherry

1 cebola roxa pequena

1 raminho de salsa

Pimenta

Vinagre balsâmico

Azeite

 

Cortar o tomate em quartos e a cebola em quadrados pequenos. Adicionar a salsa grosseiramente picada e temperar generosamente com pimenta moída no momento, vinagre balsâmico e azeite. Mexer para misturar e deixar por uns dez minutos.

Entretanto, cortar o pão rijo em quadrados e misturar com a restante salada envolvendo bem.

Servir assim mesmo como entrada ou prato ligeiro.

 

Nota: podem acrescentar ingredientes (pepino ou pimento, por exemplo), substituir o vinagre balsâmico por vinagre normal, manjericão pela salsa, etc…

 

*Por vezes também entra a Irlanda neste acrónimo (PIIGS), que muito devemos agradecer às agências de ratting… grrrrr

 

Seg | 28.07.14

em modo compota #8

Na senda dos quilos de cenoura que deram para dar e dar, quer no formato original quer transformadas, ainda deu para fazer esta compota ou doce de cenoura.

Ficou muito boa, é parecida com a da abóbora na cor mas tem um sabor ainda mais doce.

 

Compota de Cenoura

 

 

1,5 kgs de cenouras

Água

800 grs de açúcar

Casca de um limão

3 estrelas de anis

 

Cozer as cenouras descascadas e cortadas às rodelas tapadas com água, por cerca de 20 minutos.

Escorrer bem a água e misturar 800 grs de açúcar às rodelas de cenoura bem como a casca do limão em tiras e as estrelas de anis.

Leva-se a lume muito brando para que o açúcar derreta, depois sobe-se o lume e deixa-se fervilhar por mais uma meia hora.

Retiram-se as cascas do limão e as estrelas de anis e passam-se as cenouras com a varinha mágica para ficar uniforme ou esmagam-se com o esmagador de batatas.

Deitar em frascos e fechar bem.

 

 

Sex | 25.07.14

está quase... o fim de semana

Este ano foi uma desgraça. Nem um pêssego-careca vingou e parece-me que a árvore tem a sina lida…

Mas há quem tenha tido e alguns chegaram-me às mãos. Cá está o resultado.

 

Bolo de Pêssegos-careca e Gengibre

 

 

1 e ½ copos de farinha

2 colheres de chá de fermento em pó

½ colher de chá de canela em pó

1 colher de chá de gengibre em pó

80 grs de manteiga

¾ de copo de açúcar amarelo

2 ovos

1/3 de copo de óleo de girassol

Raspa de uma laranja

3 pêssegos-careca (ou pêssegos)

 

Aquecer o forno e untar uma forma.

Numa taça misturar a farinha com o fermento, a canela e o gengibre.

Bater a manteiga e o açúcar. Adicionar os ovos um a um e depois juntar o óleo e a raspa de laranja.

Adicionar a mistura de farinha, devagar de modo a envolver bem.

Deitar na forma e por cima dispor gomos largos de pêssegos-careca, empurrando ligeiramente para dentro da massa.

Levar ao forno até estar cozido (cerca de 35 minutos no meu forno). Retirar do forno e deixar arrefecer.

Polvilhar com açúcar em pó (opcional).

 

Nota: receita encontrada aqui.

 

 

Qui | 24.07.14

não é chinês...

Este prato é muito simples de fazer e também bastante rápido se usarmos umas fatias de carne cortadas o mais fino possível (pode ser peru ou frango).

Parece refeição domingueira mas faz-se num instantinho! Encontrei a receita aqui.

 

Peru com Amêndoas

 

 

250 grs de peito de peru cortado em fatias finas

2 colheres de sopa de amêndoa laminada

1 limão

½ copo de vinho branco (cerca de 125 ml)

Sal

Pimenta

Azeite

 

Temperar as fatias de peru com sal, pimenta e sumo de limão. Deixar repousar por uns minutos.

Numa frigideira alourar as amêndoas em lume brando de modo a não queimarem. Reservar.

Na mesma frigideira põe-se azeite no fundo e salteia-se o peru, de modo a ficar lourinho. Adiciona-se o vinho e rectificam-se os temperos e deixa-se fervilhar até quase evaporar o líquido. Adicionam-se as amêndoas tostadas e serve-se com arroz branco e uma salada.

 

Qua | 23.07.14

perishable thoughts...

É um fruto? É um legume? É o super-homem? Não, são beringelas!!! 

A beringela (Solanum melongena) é uma ‘baga’ oriunda do sudoeste asiático embora se possa encontrar por todo o lado já que é de fácil cultivo.

Tem um formato oval, daí o nome que lhe dão na américa do norte ser eggplant (planta ovo).

Dizem que são excelentes a ajudar a combater o colesterol, há muita gente que as põe de molho durante a noite e depois bebe aquela água e acha que o colesterol desaparece… não será bem assim embora tenha propriedades antioxidantes e costume dar uma corrida aos radicais livres que teimam em andar à solta na nossa corrente sanguínea.

É bastante rica em fibra, vitamina B1 e cobre. Além disso tem também muito manganésio, potássio e vitaminas B6 e K.

Muita gente não gosta de beringelas porque dizem ter um gosto amargo. A solução para isso é, antes de as usar, cortar às rodelas e salpicar com sal, deixar por uns 20 ou 30 minutos, passar por água, secar bem e usar normalmente. O gosto amargoso vai-se com o sal.

Estas são da minha horta, a combinar com uma dália da mesma cor {#emotions_dlg.tongue}

 

Beringelas

 

 

Ter | 22.07.14

outras sandes

O pan bagnat é uma sandes típica da região de Nice, em França e quer dizer ‘pão molhado’. Pode-se fazer com alguma antecedência, é óptimo para um piquenique ou para um jantar de domingo.

Esta versão tem orégãos e queijo Feta, daí o nome à Grega… Pode ser feito com outros ingredientes, o pão não tem que ser de centeio, pode levar cornichons ou picles, pepino, usem a imaginação.

 

Pan Bagnat à Grega

 

 

Fatias de pão rústico de centeio

Atum

Queijo Feta em fatias finas

Orégãos

Cebola em rodelas finas

Ovo cozido cortado em rodelas

Azeitonas sem caroço

Tomate em rodelas sem sementes

Alface

Beldroegas ou rúcula

Azeite

 

Torrar as fatias de pão e deitar um fio de azeite sobre cada uma.

Sobre as fatias põem-se os ingredientes da forma desejada (alface, atum, tomate, queijo, ovo, cebola, azeitonas, beldroegas) polvilhando com orégãos sobre o queijo.

Por cima deita-se mais um fio de azeite. Tapa-se com mais fatias de pão torrado e embrulha-se em papel vegetal.

Põe-se algum peso sobre as sandes (usei uma lata de ananás e um quilo de arroz) e deixa-se ficar por uma hora com o peso em cima. Isto ajuda os sabores a misturarem.

Servir acompanhado de uma bebida fresca.

 

Seg | 21.07.14

da abundância

Com tantas amoras pretas me deram aproveitei para fazer um molho em vez de geleia. Já tenho geleia de framboesas pretas e não me apetecia estar a fazer também de amoras.

Este molho é excelente para usar em gelados, cheesecakes, panquecas, cocktails, ou mesmo à colherada {#emotions_dlg.drool}

 

Molho de Amoras

 

 

300 grs de amoras maduras

¼ de copo de açúcar

¼ de copo de água

Sumo de meio limão

 

Levar ao lume até ferver, baixar e deixar fervilhar por vinte minutos.

Virar para um coador e esmagar de modo a aproveitar o máximo da polpa, descartando as sementes.

Guardar no frigorífico.

 

 

 

Sex | 18.07.14

vai um bolinho?

Há cerca de um ano descobri por acaso o blog Green Kitchen Stories.

Fiquei encantada com a simplicidade das receitas e mais ainda com as fotografias, de quem realmente percebe do assunto, ao contrário de certas pessoas… como eu {#emotions_dlg.sarcastic}

Este bolo veio mesmo a calhar para gastar duas bananas para lá de maduras que tinha em casa. Em boa hora…

 

Bolo de Banana e Cacau

 

 

100 grs de farinha de amêndoa

100 grs de farinha de trigo

25 grs de cacau em pó

1 colher de chá de fermento em pó

1 pitada de sal

2 ovos

2 bananas maduras

80 ml de óleo de girassol

120 ml de mel

 

Aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma.

Misturar as farinhas, o cacau, o fermento e o sal numa taça.

Noutra taça bater os ovos por um minutos, adicionar as bananas esmagadas com um garfo, o óleo e o mel.

Misturar os ingredientes secos com a mistura dos ovos e envolver bem com um garfo ou com um batedor de varas.

Deitar a massa na forma untada e levar ao forno por cerca de 45 minutos (verificar com um palito a partir dos 30 pois depende dos fornos).

Retirar do forno quando estiver cozido, pôr sobre uma rede para arrefecer e quando frio desenformar.

Polvilhar com açúcar em pó (opcional).

 

Nota: A receita original levava apenas farinha de amêndoa mas eu só tinha 100 grs em casa por isso misturei farinha de trigo

 

Qui | 17.07.14

Quem não tem cão…

 

O Za’atar é uma erva aromática do médio oriente da família da manjerona (Majorana syriaca ou Origanum syriacum), muito utilizada no Líbano e países próximos. Mas também é o nome de uma mistura pronta a usar que combina essa e outras ervas secas com sementes de sésamo e sumagre.

Ora o sumagre ( Rhus coriaria L.) embora não seja muito conhecido na nossa culinária era muito utilizado pelos Romanos antes do aparecimento dos limões na europa e já teve os seus tempos áureos na região de Trás-os-Montes e Alto Douro há uns séculos atrás. Não tanto pelo seu potencial culinário mas sim enquanto tintura para peles.

Foi em tempos um comércio mais valioso no nosso país do que o da vinha e ainda existe em lugares como S. João da Pesqueira, Vila Flôr e Foz-Coa.

Como eu não tenho nem za’atar nem sumagre, lá consegui dar a volta com algumas indicações lidas por aí: substituí a erva por tomilho, ao que parece tem um travo parecido e o sumagre foi substituído por sal aromatizado com raspa de limão, que eu tinha feito há uns tempos (e que é óptimo para temperar saladas).

 

Frango com Za’atar (à minha moda)

  

 

 

4 colheres de sopa de sementes de sésamo

1 colher de sopa de tomilho seco

Sal fino aromatizado com raspa de limão

 

2 peitos de frango

Sumo de limão

sal

azeite

 

Tostar as sementes de sésamo numa frigideira, com cuidado para não queimarem. Depois de frias misturam-se num almofariz com as folhas secas de tomilho e o sal aromatizado com raspa de limão. Esmaga-se com o pilão de modo a ficar um pós solto mas com algumas sementes de sésamo visíveis.

Temperar o frango (cortado em bifes) com sumo de limão e sal e fritar em pouco azeite.

Servir os bifes de frango polvilhados com o za’atar.

 

Nota: se sobrar za’atar, pode ser guardado num frasco por uma ou duas semanas

 

Qua | 16.07.14

pershable thoughts...

Há muitos anos, desde que me lembro, que as beldroegas (Portulaca olerácea L.) aparecem todos os anos espontaneamente no quintal, até no meio das pedras.

Se antigamente eram olhadas de lado pois eram mais uma erva para arrancar, de há alguns anos para cá, mais precisamente depois de ter vivido em Lisboa e de as ver em molhinhos no mercado, comecei a utilizá-las, quer em sopas quer em saladas.

São excelentes porque não têm manutenção nenhuma e aparecem pelo fim da primavera, quer se queira quer não!

E nutricionalmente, é só coisas boas: ricas em potássio e em ómega-3, vitaminas, magnésio, ferro e cálcio. 

Se as virem por aí, apanhem-nas e experimentem.

 

Beldroegas

 

 

Ter | 15.07.14

bicicletas...

Em Espanha chamam bicicleta a uma colherada de salada russa com atum sobre uma rosquinha de gressino… e depois nós é que somos esquisitos…

 

Bicicletas

 

 

4 batatas

2 cenouras

2 ovos

1 lata de atum

Maionese q.b.

Salsa

Sal

Pimenta

Roscas de gressino ou tostinhas para servir

 

Cozer os ovos e as batatas com a pele.

Deixar esfriar, retirar a pele às batatas e esmagar com um garfo.

Ralar as cenouras. Descascar os ovos e picar.

Juntar as batatas esmagadas com a cenoura ralada (crua) e os ovos picados. Adicionar o atum escorrido e a salsa e temperar com sal e pimenta.

Deitar uma colherada desta mistura sobre cada rosquinha.

Servir bem fresco.

 

Seg | 14.07.14

no aproveitar...

As pessoas às vezes dão-me fruta ou verduras porque sabem que vou fazer alguma coisa para as aproveitar. No outro dia foram cenouras, muitas cenouras, enormes e muito tenrinhas.

Quem mas deu estava a pensar numa compota (que eu nunca tinha feito) mas eram tantas que deram também para fazer isto.

 

Picles de Cenoura 

 

 

 

500 grs de cenouras

250 ml de vinagre de cidra

300 ml de água

30 grs de açúcar

2 dentes de alho

1 folha de louro

1 colher de chá de sementes de aneto ou funcho

1 pitada de sal

 

Descascar as cenouras e cortar em palitos do tamanho pretendido. Cozer por um minuto ou dois num tacho com água a ferver temperada com sal. Pôr num coador para escorrer e passar por água fria. Reservar.

No mesmo tacho leva-se ao lume o vinagre, a água, o açúcar, o alho esmagado, o louro e as sementes. Deixa-se levantar fervura e ferve por dois minutos.

Apaga-se o lume e põem-se os palitos de cenoura dentro do tacho mexendo para envolver bem. Deixa-se arrefecer no tacho e passam-se para frascos juntamente com o líquido.

Guardar no frigorífico por um mês.

 

Nota: Podem-se comer de imediato mas ficam melhor no dia seguinte

 

Sex | 11.07.14

cheirinho bom!

O limoeiro está cheio de limões, a alfazema está cheia de flor, foi só pensar que as duas coisas juntas não deviam ficar nada mal e cá está!

 

Biscoitos de Limão e Alfazema

 

 

 

150 grs de farinha

100 grs de manteiga

50 grs de açúcar

1 colher de sopa de flores de alfazema secas

Raspa de um limão

 

Na picadora põe-se o açúcar e a alfazema e desfaz-se até que o açúcar fique mais ou menos em pó.

Junta-se a manteiga, a farinha e a raspa do limão e continua com o motor a trabalhar até ficar uma bola de massa (adicionar mais um pouco de farinha se necessário).

Retirar e estender a massa com um rolo sobre uma base enfarinhada, cortar biscoitos (esta receita deu 15) e levar ao forno num tabuleiro forrado com papel vegetal. Cozem por cerca de 20 minutos.

 

Nota: usei a alfazema do meu jardim, deixei secar por um dia antes de usar mas pode-se usar fresco.

 

Qui | 10.07.14

que bons bolinhos

Quando cozo pescada para uma refeição (adoro pescada cozida!) aproveito para meter mais uma ou duas postas no tacho (normalmente são os mal amados rabos) e mais umas batatas para depois ter a desculpa de já ter meio caminho andado para fazer destas delícias!

 

Bolinhos de Peixe

  

 

2 batatas cozidas

2 postas de pescada cozidas

1 ovo

1 fatia de pão, ralado

1 cebola picada

1 molho de cebolinho

1 raminho de endro (aneto)

1 pitada de sal

1 malagueta

Sumo de um limão pequeno

Farinha q.b.

Azeite para fritar

 

Esmagar as batatas e desfiar o peixe cozido. Misturar com o ovo, a fatia de pão ralado, a cebola picada muito miudinha, o cebolinho e o endro picados, o sal, a malagueta picada e o sumo de limão. Misturar tudo bem e moldar uns bolos como se fossem hambúrgueres. Passam-se por farinha e fritam-se em pouco azeite, até ficarem dourados de ambos os lados.

 

Nota: pode-se substituir o endro por salsa picada

 

Qua | 09.07.14

ai, ai...

Vitaminas, para arrebitar que isto não está fácil…

 

Sumo Vermelho

 

 

 

100 grs de melancia

2 fatias de meloa cantaloupe

6 ameixas pequenas

1 pêssego-careca

10 mirtilos

4 folhas de limonete

1 copo de água (ou chá verde)

 

Misturar todos os ingredientes no liquidificador.

 

Nota: a meloa cantaloupe é a que tem cor de salmão

 

Sex | 04.07.14

fruta bem vestida

Está no tempo dos pêssegos, pêssegos-carecas, alperces, ameixas, fruta com caroço.

Qualquer uma serve para esta receita, neste caso fiz com pêssegos-carecas (nectarinas). É muito bom e fácil de fazer.

 

Pêssegos-carecas Grelhados com Caramelo

 

 

Fruta

2 pêssegos-carecas maduros

100 grs de queijo-creme

Mel q.b.

 

Caramelo

100 grs de açúcar

2 colheres de sopa de água

50 grs de natas espessas

 

Cortar a fruta ao meio e remover o caroço.

Grelhar numa frigideira em lume médio até estar tostada, cerca de 5 minutos.

Bater o queijo-creme com o mel (ou outro adoçante) e reservar.

Numa caçarola misturar o açúcar com a água e levar ao lume até estar em caramelo dourado. Adicionar as natas e mexer bem. Deixar arrefecer.

No espaço do caroço deita-se uma colherada de queijo-creme batido e por cima deita-se um pouco do caramelo.

 

Nota: Se sobrar caramelo pode ser usado com gelados ou outras sobremesas.

 

Qui | 03.07.14

mas que bela açorda

No outro dia estavam a entrevistar o presidente da câmara do Porto, na televisão, no que me pareceu uma cozinha de hotel e fiquei curiosa com o que se passava. Ao que parece o senhor é um bom cozinheiro e até já trabalhou na restauração.

Quando lhe perguntaram qual era a receita pela qual era conhecido ele disse ‘Açorda de Alheira’.

Açorda de Alheira??? Nunca tinha ouvido falar mas fiquei curiosa e lá fui ao meu oráculo do são google que me remeteu para algumas receitas de açorda a acompanhar alheira… não era o que eu queria mas como não deve andar muito longe desta mistura, cá está!

 

Açorda de Alheira

 

 

1 pão de véspera, tipo de mafra ou alentejano

água a ferver

6 dentes de alho

1 alheira (usei de caça)

Azeite q.b.

1 ovo

Coentros picados

 

Partir o pão em pedaços e pôr de molho em água a ferver. Entretanto estalam-se os alhos no azeite sem deixar queimar e adiciona-se o pão escorrido e vai-se batendo com a colher de pau. Junta-se a alheira em pedaços sem a pele e continua a mexer-se para se misturar bem com o pão. Se necessário vai-se acrescentando água para não ficar muito grosso.

Retira-se do lume, junta-se o ovo e envolve-se bem.

Polvilha-se com coentros picados.

 

 

 

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