Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Belita, a Rainha dos Couratos

Belita, a Rainha dos Couratos

Sex | 31.08.12

see you later ;)

Para que a ausência [para descanso/balanço/oquefor] não seja sentida demais, aqui fica uma receita da qual já não há prova viva…

 

Biscoitos de Café, Chocolate e Coco

 

 

3 e ½ copos de farinha de trigo

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 pitada de sal

2 colheres de sopa de café instantâneo em pó

200 grs de manteiga

1 e ½ copos de açúcar amarelo

2 ovos grandes

1 colher de chá de extracto de baunilha

1 copo de coco ralado

1 copo de pepitas de chocolate

 

Numa taça misturam-se a farinha, bicarbonato, sal e café solúvel. Reservar.

Numa taça maior bate-se a manteiga com o açúcar até ficar cremoso. Adicionam-se os ovos, um de cada vez batendo bem e junta-se a baunilha.

Adicionar os ingredientes da outra taça até envolver bem. Misturar o coco e as pepitas de chocolate à massa.

Com uma colher de sopa põem-se montinhos de massa num tabuleiro previamente forrado com papel de ir ao forno.

Levam-se os biscoitos ao forno por cerca de 10 a 12 minutos. Retiram-se do forno e passam-se para uma rede para arrefecerem completamente. Guardar em latas.

 

Nota: usei Becel Cozinha em vez de manteiga

 

 

 

Qui | 30.08.12

carne de porco

Para gastar o mais possível da minha produção, as receitas que faço giram à volta do que está a dar na horta, na sua época, que é quando sabem melhor.

Por isso, para esta receita, gastei alguns tomates bem maduros e umas hastes de tomilhos variados que estão bastante viçosos agora: tomilho normal, tomilho limão, tomilho silvestre [um pezinho que trouxe dos terrenos baldios ao pé da Fortaleza de Sagres e que pegou] e tomilho prata. 

 

Carne de Porco com Tomate e Tomilho

 

 

500 grs de carne de porco cortada em cubos

1 cebola

2 dentes de alho

3 colheres de sopa rasa de azeite

1 colher de sopa de pingue [banha]

4 tomates bem maduros

1 folha de louro

1 ramo de tomilho

½ copo de vinho

1 colher de chá de piripiri

Sal

Água q.b.

 

Picar a cebola e os alhos e alourar em azeite e um pouco de pingue. Juntar o louro e o tomilho e os tomates sem peles nem sementes. Mexer e deixar refogar por uns minutos. Juntar a carne de porco e o vinho e temperar de sal. Deixar apurar mexendo de vez em quando e ir misturando água se for necessário para manter um molho grosso e espesso. Coze por cerca de 40 minutos.

Servir com arroz branco e feijão-verde salteado.

 

Qua | 29.08.12

FroYo

Enquanto há pêssegos... Quando acabarem, pode ser com outra fruta qualquer{#emotions_dlg.happy}

 

 

Iogurte gelado de pêssego (frozen yogurt)

  

 

3 iogurtes gregos naturais

3 pêssegos grandes bem maduros e doces

½ copo de xarope de ácer ou mel

 

Descascar os pêssegos e remover o caroço.

No liquidificador, juntar o iogurte, os pêssegos e o xarope (ou mel). Liquidificar até ficar um creme homogéneo.

Deitar numa taça e levar ao congelador. Mexer com um garfo de hora em hora para não formar cristais de gelo.

Para servir retirar do congelador cerca de 30 minutos antes para amolecer ligeiramente.

 

Ter | 28.08.12

outras tortilhas

Quando vi esta receita no blogue Outras Comidas soube que tinha mesmo que a experimentar. E ainda bem porque é uma versão rápida e saborosa da tortilha à espanhola.

Os ingredientes vão sem quantidades porque depende do que queremos fazer. Mas sigam a receita passo-a-passo que não falha de certeza.

 

Tortilha de Batata à Preguiçoso

 

 

1 cebola grande

Batata palha

Azeite

Ovos

Pimenta

 

Numa frigideira amolecer a cebola cortada em meias luas no azeite quente. Adicionar a batata palha (de compra – por isso é que é à preguiçoso…) e tapar com um testo até amolecer a batata.

Bater os ovos e temperar com pimenta. Juntar à frigideira e deixar fritar de um lado. Depois virar para o outro lado com a ajuda do testo [tampa] e voltar a meter na frigideira para fritar do outro lado.

Servir com uma salada e Pimentos de Padrón fritos em azeite.

 

Nota: não usei sal porque a batata frita já é bastante salgada

 

Seg | 27.08.12

simplicidade

Porque às vezes apetece uma sobremesa refrescante e ligeira, para depois de um almoço mais pesado ou para ir saboreando à medida dos apetites.

E fruta normalmente temos sempre por casa, é preciso apenas imaginação para a conjugar.

 

Salada de Fruta e Menta

 

 

Pêssegos

Peras

Bananas

Morangos

Laranjas

Uvas

Mirtilos

Folhas de Menta

Sumo de limão

 

Descascar e cortar as frutas em pedaços e espremer o sumo de um limão sobre as frutas.

Salpicar com as folhas de menta ripadas.

Servir fresco.

 

Nota: usei mirtilos congelados [descongelam em dez minutos e ficam muito bons]

 

Sex | 24.08.12

caseirinhas

Costumo trocar receitas com colegas e normalmente tento fazer aquelas que me juram a pés juntos garantem que são boas.

Neste caso, começou com a fotografia das empadas, que me fez logo crescer água na boca.

Tive que pedir a receita, está-se mesmo a ver. E experimentar logo que possível, ao fim de semana, que esta coisa das massas e estende e estica e enrola levam o seu tempo.

Uma receita que uma colega me deu, de uma revista que não sei o nome. 

 

Empadinhas de Frango

 

 

2 chávenas de farinha

100 grs de manteiga gelada

2 gemas

Água gelada

1 dente de alho

1 cebola

2 colheres de sopa de azeite

1 tomate maduro

1 tigela de carne de frango cozinhada e desfiada

12 azeitonas

2 dl de molho bechamel

Sal

Noz moscada

Pimenta

Salsa picada

 

Numa taça juntar à farinha a manteiga bem fria cortada em cubos e uma gema. Misturar bem com as pontas dos dedos. Adicionar três ou quatro colheres de sopa de água gelada e mistura-se bem até formar uma bola de massa. Guardar no frigorífico enquanto se prepara o recheio.

Saltear a cebola e o alho picados em azeite. Adicionar o tomate sem peles nem sementes e deixar refogar por uns minutos. Juntar o frango desfiado e as azeitonas cortadas em pedacinhos e temperar com sal, pimenta e noz moscada a gosto. Junta-se também o molho bechamel e mexe-se bem de modo a ficar cremoso mas sem estar líquido. Retira-se a frigideira do lume e adiciona-se a salsa picada.

Estende-se a massa para as empadas, corta-se com uma medida com cerca de 10 cms e uma mais pequena para a tampa, cerca de 6 cms. Forram-se as formas untadas e deita-se o recheio dentro das formas. Põe-se a tampa e fecha-se bem.

Pincela-se com a restante gema batida. Leva-se ao forno por cerca de 20 minutos, até dourar.

Servir com curgetes salteadas em alho e azeite.

 

Nota: pode-se usar outra carne para o recheio

 

Qui | 23.08.12

da horta

As beringelas custaram a começar a dar mas agora de repente tive que apanhar quatro. Com uma delas fiz esta receita, as outras ainda estão para ver no que dão.

 

Beringelas Panadas

 

 

1 beringela grande cortada em rodelas com 1cm

Farinha q.b.

Sal e pimenta

Ervas aromáticas

1 ovo

Pão ralado q.b.

Óleo para fritar

 

Salpicar as rodelas de beringela com sal grosso e deixar repousar por 15 minutos.

Lavar o excesso de sal e secar bem as rodelas.

Num saco de plástico põe-se a farinha, sal, pimenta e ervas aromáticas (usei flor de sal aromatizada com ervas da Provença, oferta que me trouxeram da Île de Ré). Mistura-se bem e passam-se as rodelas de beringela por esta mistura.

A seguir passam-se no ovo batido e por pão ralado e fritam-se em óleo bem quente.

Escorrem em papel absorvente e servem-se quentes ou frias.

 

Nota: ideais para um jantar vegetariano, a acompanhar uma salada russa bem fresquinha

 

Qua | 22.08.12

perishable thoughts...

 

 

Para quem nunca ouviu falar (e porque este blogue de vez em quando quer dar ares de que sabe algumas coisas {#emotions_dlg.blink} ) para além da Dieta Mediterrânica, muito conhecida de todos e divulgada desde a época da II Grande Guerra, existe uma outra dieta, chamada Dieta Atlântica, que não está ainda muito divulgada (a sua divulgação começou apenas há meia dúzia de anos) mas que os estudiosos dizem que é ainda mais saudável do que a outra, mais conhecida.

 

Esta dieta ganha o seu nome por ser partilhada por alguns países do eixo atlântico, designadamente Portugal, Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Dinamarca, Noruega, Reino Unido, Irlanda e Islândia. Olhando para a lista de países, podemos questionar o que nos une em questões de alimentação com a Bélgica por exemplo ou mesmo com a Islândia e poderíamos também pensar que se se trata de países banhados pelo oceano atlântico, então porque não considerar também o Canadá, Brasil ou Estados Unidos? A resposta é que os países que formam o eixo atlântico são europeus e são esses os que partilham de alguma forma uma alimentação que, segundo estudiosos, deveria ser seguida a nível mundial por ser tão benéfica para uma vida saudável.

 

Para os mentores do Centro Europeu da Dieta Atlântica, um dos factores que presidiu à constituição deste centro de estudos foi a existência de um corredor atlântico, formado por países do norte e do sul. Apesar de a alimentação de Portugal, que fica no sul da Europa, ser muito diferente da praticada por exemplo na Islândia, no norte europeu, com diferentes clima, cultura e actividades agropecuárias, mesmo assim esta é uma boa região para se efectuarem estudos que comparem quer a alimentação e os seus nutrientes bem como os estilos de vida dos habitantes de cada uma destas regiões.

 

Verifica-se que nos países do eixo atlântico se consomem grandes quantidades de peixe e mariscos e essa é sem dúvida uma das apostas dos mentores e promotores da Dieta Atlântica. De facto, os países com costa marítima têm maior facilidade em introduzir na sua dieta muitas variedades e qualidades de peixes que estão mais longe do alcance de países que se encontram mais para o interior. Dentro do mesmo país existe essa diferença que pode mesmo ser observada em Portugal já que os habitantes da orla costeira têm tendência a consumir maior quantidade de pescado do que os que habitam mais para o interior.

 

No que se refere às bebidas, verifica-se que nos países onde o domínio romano foi maior, se consome mais vinho, embora originariamente a tradição desses países fosse o consumo de cerveja e de cidra ou hidromel.

 

Uma das preocupações dos intervenientes no estudo e divulgação da Dieta Atlântica é retornar ao estilo de dieta efectuado nos anos 50 e 60 do século passado, onde o consumo de peixe e marisco era bastante elevado, assim como a utilização de vegetais e leguminosas, principalmente estas últimas que por falta de tempo na vida das pessoas foram deixando aos poucos de ser consumidas e que está provado serem muito benéficas para a saúde.

 

Para promover esta dieta, e no decorrer do II Congresso Internacional da Dieta Atlântica, foram identificados dez pontos que fazem desta dieta uma dieta saudável e funcional:

 

  1. Consumo elevado de peixe de mar e de rio e marisco;
  2. Consumir alimentos vegetais em abundância (cereais, batatas e leguminosas);
  3. Consumir bastantes frutas e hortaliças - destas, as da família brassica (de folha escura como a couve, os brócolos, os grelos, as nabiças entre outras);
  4. Utilização do azeite como gordura principal, especialmente em cru - a sua utilização em cru ajuda a reduzir o ‘mau’ colesterol (LDL);
  5. Consumir produtos lácteos diariamente - o leite e os seus derivados têm alto valor nutricional pelo que devem fazer parte de uma dieta saudável;
  6. Consumir carnes com moderação - as carnes brancas, ou magras, devem ser valorizadas face às carnes vermelhas;
  7. Recomenda-se a ingestão de vinho moderadamente à refeição e bastante água - a água deve ser consumida ao longo do dia, pode ser substituída em parte por tisanas ou chás sem cafeína;
  8. Simplicidade na preparação dos alimentos para não perderem o seu valor nutritivo - a cozedura em água, os grelhados e mesmo a fritura em azeite;
  9. Manter os hábitos alimentares tradicionais do atlântico - apreciar a comida e fazer dela um motivo de festa e regozijo;
  10. Realizar actividade física diariamente - este último ponto é fundamental e tão importante como a comida saudável, os dois não devem ser indissociáveis.

 

Notas:

  • O Centro Europeu da Dieta Atlântica funciona no Instituto Politécnico de Viana do Castelo e, juntamente com várias instituições da Galiza, pretende a divulgação desta dieta e a elaboração de estudos que a certifiquem como uma das mais saudáveis;
  • Este texto é parte de um trabalho que fiz sobre este tema para a cadeira de Nutrição e Gastronomia do Curso de Gestão Hoteleira do Instituto Superior de Espinho

 

Ter | 21.08.12

em modo geleia

Perto de minha casa há uma casa abandonada que tem um quintal com três macieiras, um pessegueiro, uma figueira e duas laranjeiras. Como ninguém se dá ao trabalho de ir lá apanhar a fruta, na maioria das vezes cai ao chão, já podre.

As macieiras são daquelas bravias, dão imensa fruta miúda e ácida, sem grande doçura.

Para comer não são grande coisa mas para fazer compota ou geleia são excelentes porque como são ácidas têm um teor de pectina muito alto e isso ajuda a gelificar rapidamente.

 

Geleia de Maçãs e Camarinhas

 

 

2 kgs de maçãs bravias

250 grs de camarinhas

Água q.b.

Açúcar

 

Por cada meio litro de líquido usam-se cerca de 400 grs de açúcar

 

Limpar as maçãs de pisadelas ou bichos.

Num tacho grande cozer as maças cobertas com água, cortadas aos quartos sem descascar nem retirar as sementes. Quando ferver juntar as camarinhas e baixar o lume. Deixar cozer por meia hora.

Deitar as maçãs cozidas e o líquido num passador forrado com tule. Deixar escorrer muito bem até ao dia seguinte mas sem espremer.

No dia seguinte faz-se a geleia.

Medi o líquido, tinha 1,1 litros e usei 900 gramas de açúcar.

Levei ao lume baixo até dissolver completamente o açúcar. Põe-se no máximo até levantar fervura, depois baixa-se e deixa-se fervilhar até atingir o ponto desejado. Deitar em frascos esterilizados e tapar rapidamente para formar vácuo.

 

Nota: Esta geleia esteve uma hora e quinze a ferver e depois de pronta e arrefecida ficou com a consistência de gelatina

[dá para cortar à fatia]

 

Seg | 20.08.12

outro pesto

Por esta altura as plantas de manjericão estão a produzir em grande quantidade e se não se gastam, não há muito a fazer pois não é erva que se possa guardar a não ser congelada.

Optei por fazer este molho, uma espécie de molho pesto mas sem o alho pois não aprecio muito o sabor do alho cru (ou mais os seus efeitos odoríferos…)

 

Molho de Manjericão

 

 

1 mão cheia de manjericão

½ copo de azeite

½ copo de sementes de girassol

Sumo de um limão

 

No copo colocar as sementes de girassol previamente trituradas (usei o moinho de café) e juntar os restantes ingredientes.

Triturar tudo com a varinha mágica até estar com uma consistência cremosa mas ao mesmo tempo não muito grossa. Se necessário adicionar mais um pouco de azeite.

 

Nota: este molho pode ser usado em massas, sandes, pizas, etc. Pode ser congelado em cubos para usar mais tarde.

 

Sex | 17.08.12

clarinhas

Há muito tempo que queria fazer este bolo. A minha irmã deu-me a receita e entretanto só foi preciso juntar no congelador as 8 claras necessárias.

Para quem não sabe, quando sobram claras de outra receita, podemos ir congelando porque depois basta descongelar e bater como de costume, ficam em castelo como se fossem frescas.

Menos uma desculpa para o desperdício…

 

Bolo de Claras da Lena

 

 

Bolo:

200g de açúcar

190g de farinha

100g de manteiga

8 claras

1 colher de chá de fermento em pó

sumo de uma laranja

 

Calda: 

120g de açúcar

2 dl de sumo de laranja

2 dl de água                                                                                                                                          

 

O bolo:

Começar por bater a manteiga com o açúcar, juntar a farinha o fermento o sumo da laranja e mexer bem.

Bater as claras em castelo firme e envolver na massa sem bater. Deita-se em forma redonda sem buraco, untada e enfarinhada.

Vai ao forno a 180ºc cerca de 40 minutos (no meu forno demorou apenas 28 minutos a cozer).   

 

A calda:

Pôr o açúcar e a água ao lume deixar ferver exactamente 4 minutos retirar e adicionar o sumo das laranjas.

Deitar a calda quente em fio sobre o bolo, furar com um palito para absorver toda a calda.

 

Qui | 16.08.12

Tagine

Os marroquinos têm um prato tradicional que se chama Tagine. Tagine é o nome da panela onde se cozinha esta iguaria e já se pode encontrar à venda por cá, especialmente em feiras de artesanato onde há bancas marroquinas ou tunisinas. É feita em barro e tem uma tampa cónica que ajuda a criar vapor enquanto coze.

Eu não tenho esta panela mas não é por isso que não faço Tagines, uso em substituição uma panela de barro que tenho e que vai ao fogão e ao forno sem problema.

 

Tagine de Almôndegas (Kefta Mkaouara

 

  

Para as almôndegas:

½ cebola

2 dentes de alho

½ colher de chá de paprika

½ colher de chá de cominhos em pó

½ colher de chá de coentros em pó

½ colher de chá de cardamomo em pó

½ colher de chá de piripiri

½ colher de chá de sal

1 pitada de canela

1 ovo

1 colher de sopa de farinha

1 kg de carne picada

Azeite q.b.

 

Para o molho:

½ cebola

2 dentes de alho

6 tomates maduros

1 colher de chá de orégãos

1 colher de sopa de vinho tinto

½ colher de chá de sal

1 pitada de açúcar

 

Coentros picados para polvilhar

 

Numa taça juntam-se todos os ingredientes das almôndegas e formam-se bolas do tamanho de uma bola de golfe.

No fundo de um tacho (de preferência um tacho de barro com tampa) põe-se azeite e colocam-se as almôndegas.

No liquidificador põem-se todos os ingredientes do molho e desfazem-se numa pasta.

Deita-se este molho sobre as almôndegas e leva-se o tacho ao lume até ferver. Depois de levantar fervura dá-se uma mexedela ligeira e baixa-se o lume. Deixa-se cozer por cerca de 30 minutos.

Servir as almôndegas com cuscuz ou arroz branco, polvilhadas com os coentros picados.

 

Nota: encontrei a receita neste site de receitas mediterrânicas.             

 

Ter | 14.08.12

perishable thoughts...

Alguém já comeu camarinhas?

Esta baga que parece uma pérola existe apenas no nosso território e numas ilhas espanholas (Ilhas Cies). De resto, mais ninguém tem o prazer de as apanhar ou de as comer à mão-cheia.

Para quem não sabe, as camarinhas dão-se no litoral, nuns pequenos arbustos em que os masculinos apenas dão as flores e os femininos apenas dão as bagas. O seu sabor é acre e doce (acho o sabor muito parecido com o do mirtilo).

Na minha terra, nos meses de verão, vendem-se na praça, umas senhoras trazem-nas da zona de S. Jacinto em jigas e a medida é um copo grande (normalmente põem mais uma mão-cheia para ir bem medido) que custa 1€.

Se não conhecem e se as virem, comprem, ao menos para experimentar.

 

Camarinhas

 

 

Cantiga Popular
Miramar

Fostes ao Senhor da Pedra
Minha rica Mariquinhas...
Nem por isso me trouxestes
Um ramo de camarinhas.


Hei-de ir ao Senhor da Pedra
Para colher as camarinhas...
Mas, meu amor, é de lá
Já mas tinha apanhadinhas.


Fui ao mar às camarinhas
E cacei um camarão...

 

Seg | 13.08.12

tarte salgada

As tartes, quiches e afins são uma boa opção para jantares ligeiros ou mesmo para piquenicar.

Agora que as curgetes e os alhos franceses estão a dar em grande estilo (ao contrário dos tomates que sofreram um ‘arejo’ e estão quase todos estragados) há que ser inventivo na mistura de ingredientes para que não pareça que estamos sempre a comer o mesmo.

 

Tarte de Curgete e Alho Francês

 

 

2 curgetes

1 alho francês

Azeite

Sal e pimenta

1 bola de queijo mozarela

Vinagre balsâmico q.b.

3 ovos

150 ml de natas de soja

Folhas de manjericão

1 embalagem de massa folhada ou quebrada

 

No azeite saltear as curgetes e o alho francês cortados em rodelas. Temperam-se com sal e pimenta ou com Adobo (mistura de sal e especiarias).

Entretanto corta-se o queijo mozarela em rodelas e salpica-se com vinagre balsâmico.

Batem-se os ovos com as natas e mistura-se o manjericão picado. Tempera-se com sal e pimenta a gosto.

Estende-se a massa na tarteira. Por cima dispõem-se as curgetes e alho francês. Sobrepõem-se as rodelas de queijo mozarela. Deita-se a mistura de ovos e natas sobre os restantes ingredientes e leva-se ao forno até alourar.

 

Sex | 10.08.12

fruta da época...

Ao contrário do ano passado, este ano o meu pessegueiro deu apenas três pêssegos… Triste, eu sei, mas o que se pode fazer? Ralhar não resulta, posso-vos garantir.

No entanto, a minha irmã tem um pessegueiro que pela primeira vez decidiu mostrar ao mundo que também pode dar pêssegos em tal quantidade que é necessário pôr paus a segurar os ramos para não partirem, tal é o peso da fruta que carregam.

Por isso fiz esta tarte.

 

Tarte de Pêssego

 

 

 

1 e ½ copos de farinha (+ 2 colheres de sopa de farinha)

1 pitada de sal

¾ de copo de açúcar (+ 1 colher de sobremesa de açúcar)

¼ de copo de óleo de girassol

¼ de copo de azeite

2 colheres de sopa de leite

½ colher de chá de extracto de amêndoa (opcional)

2 colheres de sopa de manteiga fria

3 a 5 pêssegos

½ colher de chá de cardamomo em pó

 

Para a base:

Misturar a farinha de trigo com uma colher de chá de açúcar e uma pitada de sal.

Numa taça misturar o óleo, o azeite e o leite. Juntar esta mistura à farinha e mexer com um garfo, até humedecer. Deitar esta mistura numa forma de tarte e espalhar com a mão aberta, de modo a que a massa fique toda com a mesma espessura e também nas paredes da tarteira. Reservar.

Numa taça mistura-se o açúcar (3/4 de copo) com as duas colheres de sopa de farinha e a manteiga cortada em pedacinhos. Misturar até ficar parecido com migalhas.

Cortar os pêssegos sem descascar em fatias finas, com cerca de 1 cm. Dispor os pêssegos na base da tarte de maneira artística ou apenas às carreiras. Por cima dos pêssegos espalha-se a mistura de migalhas e polvilha-se com o cardamomo em pó.

Leva-se a tarte a forno previamente aquecido por cerca de 30 minutos (dependendo do forno pode ser necessário mais uma bocadinho) ou até a crosta estar douradinha.

Servir morno ou frio com uma bola de gelado.

 

Nota: pode-se substituir o cardamomo em pó por noz moscada ralada

 

Qui | 09.08.12

iced tea

Nos meus anos ofereceram-me um garrafão de plástico com uma torneirinha. Leva quase quatro litros de líquido.

Na altura pensei: Quando é que eu vou ter oportunidade de usar isto??? (somos dois cá em casa, certo???)

Ora, nem de propósito, no domingo seguinte tinha um encontro familiar e em vez da minha famosa sangria decidi levar chá gelado. Apesar de alguns desapontamentos relativamente à falta da sangria, o chá foi muito bem aceite por todos, até porque estava muito calor e acabou por ser muito refrescante.

 

Chá Verde com Menta

  

 

2 saquetas de chá verde

½ litro de água a ferver

5 colheres de sopa de açúcar amarelo

1 ramo de menta

 

Numa caneca grande põem-se as saquetas de chá com a água a ferver e a menta. Adoça-se com o açúcar e deixa-se estar por cerca de dez minutos.

Retiram-se as saquetas de chá e as folhas de menta e junta-se água fria a gosto, até perfazer dois ou três litros. Guarda-se no frio.

Serve-se o chá gelado com rodelas de limão e cubos de gelo.

 

Ter | 07.08.12

dar asas

As asas são a parte do frango que mais aprecio. Sei que nem toda a gente lhes acha piada mas para mim são do melhor que há. E quando podemos lambuzar-nos com umas asinhas bem temperadas, então é que é bom!

 

Asas à Oriental

 

 

500 grs de asas de frango

4 dentes de alho ralados

4 colheres de sopa de molho de peixe (Fish Sauce)

1 colher de sopa de óleo de sésamo

5 colheres de sopa de óleo de girassol

 

Retirar as pontas e separar as asas (as pontas podem ser usadas para fazer um caldo).

Numa taça juntar os restantes ingredientes às asas de frango (menos os óleos) e deixar marinar por uma hora.

Misturar os óleos numa frigideira e fritar as asas até estarem bem cozinhadas, cerca de 15 minutos.

 

Notas:

Em vez do molho de peixe pode-se usar molho de soja.

Não usar sal porque quer o molho de peixe quer o molho de soja são bastante salgados.

O molho de peixe pode ser comprado em grandes superfícies. A garrafinha que tenho, de 250 mls, tem cerca de dois anos porque é um ingrediente que se gasta pouco de cada vez 

 

Seg | 06.08.12

sopas ligeiras

Mais uma utilização para as curgetes que saiu muito bem.

O Aneto também está em ‘velocidade cruzeiro’ mas o seu tempo de vida é tão curto que temos que pensar em outras maneiras de o preservar. Para já está um ramo enorme no congelador, a aguardar novas ideias…

 

Creme de Alho Francês e Curgete

com Azeite de Aneto

 

 

1 alho francês grande

1 curgete grande (descascada)

2 batatas médias

Azeite

Sal

Água ou caldo de galinha

 

Alourar muito ligeiramente o alho francês cortado em rodelas no azeite. Juntar a curgete e as batatas, água ou caldo de galinha e temperar de sal. Deixar ferver por cerca de 20 minutos e derreter com a varinha mágica.

Servir com umas gotas de Azeite de Aneto e quadradinhos de pão frito.

 

Azeite de Aneto

1 ramo de aneto

2 dl de azeite

 

Emulsionar com a varinha mágica. Guardar no frigorífico.

 

Nota: usar o Azeite de Aneto em sopas, molhos, saladas, sandes, etc.

 

Qui | 02.08.12

bourgete - uma palavra nova :)

Desde que começou a época das curgetes, este bolo já foi feito algumas vezes.

Até agora, é o melhor de todos os que já experimentei (e pelo menos aqui no blogue já são uns cinco).

 

Bolo de Curgete 

 

 

3 copos de farinha com fermento

1 pitada de sal

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá de fermento em pó

3 colheres de chá de canela em pó

3 ovos

¾ de copo de óleo

2 copos de açúcar amarelo

1 colher de chá de extracto de baunilha

2 copos de curgete ralada (2 curgetes pequenas com a casca)

 

Aquecer o forno.

Untar uma forma quadrada de 25 cms de lado ou duas formas de bolo inglês

Numa taça misturar a farinha, sal, bicarbonato, fermento e canela.

Noutra taça misturar o açúcar com os ovos, o óleo e a baunilha.

Misturar o conteúdo das duas taças (fica uma massa muito grossa, parece que tudo está perdido mas não, é mesmo assim…)

Adicionar a curgete ralada e espremida do excesso de líquido. Mexer bem e deitar na forma grande ou nas formas mais pequenas.

Levar ao forno por cerca de 45 minutos (verificar a cozedura com um palito). Retira do forno e deixar arrefecer na forma por uns minutos e depois desenformar para uma rede para terminar de arrefecer.

 

Nota: podem adicionar-se nozes picadas à massa, cerca de um copo